Ex-taxista, Luiz Paulo de Assis Calixto, 29 anos, foi preso por policiais da 25ª DP (Engenho Novo) em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela 39ª Vara Criminal da Capital.

Apontado como braço direito do traficante Leandro Souza da Silva, o Buda, também de 29 anos, ele foi surpreendido pelos agentes em sua residência, na Rua da Paz, na Favela Parque União, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, no final da tarde desta quinta-feira, dia 27 de março.

Luiz Paulo de Assis Calixto, 29 anos

Luiz Paulo de Assis Calixto, 29 anos

De acordo com as investigações, era Calixto quem tirava Buda da favela – utilizando o táxi do sogro – em dias de incursão e também quem comprava bens para o traficante, que foi preso por policiais da 21ª DP (Bonsucesso) em uma casa no bairro Jardim Altântico, em Maricá, no dia 2 de agosto de 2013.

Acompanhado pela mulher e o filho recém-nascido, Buda foi surpreendido com uma pistola 9mm. Pai de outras cinco crianças, ainda possuía uma amante que estava grávida, na época. Contra ele – acusado de homicídio triplamente qualificado – havia um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal da Capital por envolvimento no assassinato de Raphael Rodrigues da Paixão, o DJ Chorão, 26. Ele foi torturado e esquartejado ainda vivo por traficantes da Favela Parque União, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, em setembro de 2012.

Equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil chegaram à 25ª DP no final da noite para reforçar a segurança na delegacia e impedir tentativas de resgate.

RELEMBRE:
Polícia perto de prender traficante que passou mal durante sessão de tortura






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VK

Dois meses após pular da facção criminosa Comando Vermelho (CV) para a rival Terceiro Comando Puro (TCP), Fábio Augusto Silva de Souza, o Fabinho Noronha, 36 anos, foi encontrado morto dentro de um carro onde também estavam os corpos de Felipe da Silva Caetano Costa, o Zebrião, Zembrião ou Embrião, 28, e de Everton Augusto dos Santos, o Playboy da VK.

Os dois últimos mudaram de facção em 2012, se juntando ao traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, morto aos 37 anos, após confronto com policiais civis, em maio daquele mesmo ano.

Fábio Augusto Silva de Souza, o Fabinho Noronha, 36 anos

Fábio Augusto Silva de Souza, o Fabinho Noronha, 36 anos

A Polícia agora investiga se Fabinho Noronha, ex-chefe do tráfico na Favela Vila Kennedy, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e seus comparsas foram mortos por antigos aliados ou pelos atuais. Ele saiu da Vila Kennedy em janeiro, depois de interceptar uma carta enviada pelo traficante Aldair Marlon Duarte, o Aldair da Mangueira, 49, ordenando a sua morte.

A determinação seria em resposta à briga que Noronha teve com a mulher de Aldair. Na ocasião, ele teve o apoio de outros 30 bandidos e fugiu para o Complexo da Coréia, em Senador Camará – onde já estavam Zembrião e Playboy – levando 15 fuzis, drogas e R$ 1 milhão.

Felipe da Silva Caetano Costa, o Zebrião, Zembrião ou Embrião, 28 anos

Felipe da Silva Caetano Costa, o Zebrião, Zembrião ou Embrião, 28 anos

Os três tentavam assumir o controle das bocas-de-fumo da Vila Kennedy, protagonizando intensos tiroteios entre criminosos do CV e do TCP e aterrorizando os moradores de Bangu, até que a PM resolveu ocupar a favela, no último dia 13, para implantar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no local.

Simultaneamente, várias incursões passaram a ser realizadas também na Favela Vila Aliança – onde o trio estava abrigado e de onde saíam os “bondes” para a guerra. O veículo com os corpos foi deixado em frente a um dos acessos ao Morro Santo André – onde o domínio é do CV – e a cerca de 500 metros da Favela do Sapo – controlada pelo TCP -, em Senador Camará. A placa que estava no automóvel – KYS 3131 – consta como sendo de um Captiva Sport preto. No entanto, era um Pólo prata.

Everton Augusto dos Santos, o Playboy da VK

Everton Augusto dos Santos, o Playboy da VK

As investigações estão sob responsabilidade de policiais da Divisão de Homicídios (DH), que apuram a informação de que houve duas reuniões entre os líderes do Terceiro Comando Puro: uma no Complexo da Maré, em Bonsucesso, e outra no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, ambos na Zona Norte do Rio, para definir o que seria feito. A decisão dos encontros não foi divulgada.

“Os três receberam um prazo para tomar a Vila Kennedy e além de não terem conseguido, ainda atraíram a PM para a Vila Aliança, causando prejuízos ao tráfico e incomodando os integrantes do TCP. Isso pode ter sido o motivo para o crime, mas também estamos investigando a possibilidade da sentença de morte decretada pelo Aldair ter sido cumprida”, afirmou um policial, revelando que a perícia vai determinar se o trio foi morto por asfixia ou espancamento.

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“A princípio eles não foram baleados. Provavelmente porque o barulho dos tiros chamaria a atenção dos PMs que participam da ocupação na Vila Kennedy, inclusive do Bope”, disse.

Moradores contaram que por volta das quatro horas da manhã eles ouviram barulho de muitos tiros por volta das 4h30 desta terça-feira, dia 18 de março.






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alerta

A ameaça de ataques simultâneos a postos policiais – não somente Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), mas também batalhões e delegacias – está deixando as polícias Civil e Militar em alerta. Uma circular da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública foi distribuída para que as ações criminosas possam ser evitadas.

Lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV) em liberdade, Luís Cláudio Machado, o Marreta, 39 anos, Bruno Eduardo da Silva Procópio, o Piná, 33, Ricardo Chaves de Castro Lima, o Fu da Mineira, 42, e Cláudio José de Souza Fontarigo, o Claudinho da Mineira, 43, seriam os responsáveis por repassar as ordens para ataques.

Denúncias que estão sendo apuradas pela Polícia afirmam que as ações criminosas seriam em represália à instalação de UPPs em favelas e morros controlados pela facção – das 38 instaladas, apenas 5 não eram dominadas pelo CV: Batan (milícia) e Coroa, Caju, Macacos, São Carlos e Rocinha (Amigos dos Amigos – ADA).

Nenhuma favela ou morro do Terceiro Comando Puro (TCP) foi alvo do programa de pacificação – mesmo estando sob domínio desta facção dois dos complexos mais violentos do Estado: o da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, e o da Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste.

Questionado, o secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, se limitou a dizer que o planejamento das ocupações não é feito através das facções.

Policiais também foram alertados para possíveis emboscadas. Um outro documento que está sendo repassado para os órgãos de Segurança Pública afirmam que bandidos estariam caçando agentes da Lei.



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Um aluno do curso de formação de soldados da Polícia Militar foi preso ao ser flagrado armado, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Identificado como Nicanor Maia Júnior, 30 anos, ele é irmão do tenente-coronel Robson Alves Maia, 44, lotado na Corregedoria Interna da PM (CINTPM).

A prisão foi efetuada por policiais do 20º BPM (Mesquita) lotados no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da Codert (Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Estado do Rio de Janeiro), por volta das 4h30 desta segunda-feira de carnaval, dia 3 de março.

Os PMs realizavam patrulhamento de rotina e passavam pela Rua Frei Ludolf quando se depararam com o carona saindo de um Pólo prata com uma pistola inox em punho e se dirigindo para o lado do motorista. Ao notar a aproximação dos policiais, ele ainda tentou se desfazer da arma, a jogando no chão. Durante a abordagem, os PMs descobriram que ele era um recruta. A pistola – calibre 40 – estava com a numeração raspada.

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Os policiais contaram que a namorada que acompanhava o recruta, a cabeleireira Joice Pereira Sousa, 19, começou a gritar “Vou ligar para o irmão dele que é coronel da Corregedoria”, e que neste momento acionaram a Supervisão do 20º BPM, que determinou que o aluno fosse conduzido à 55ª DP (Queimados) – delegacia que funcionava como Central de Flagrantes no momento da prisão.

Autuado no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), por posse de arma de uso restrito, ele foi conduzido à Unidade Prisional (UP) – antigo Batalhão Especial Prisional (Bep) -, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

O comandante do CFAP, coronel Nélio Monteiro Campos, instaurou uma sindicância e, ao término dela, o aluno será submetido ao Conselho Escolar Disciplinar.






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Marina Pinto da Silva Borges, 22 anos

Marina Pinto da Silva Borges, 22 anos

Após cair com seu carro da Ponte Rio-Niterói, a universitária Marina Pinto da Silva Borges, 22 anos, ainda esperou que a água começasse a entrar no veículo – o Renault Sandero branco comprado em dezembro – para retirar o cinto de segurança, abrir a porta do automóvel e nadar.

Depois de ser submetida a uma cirurgia para retirada do baço no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, ela contou ao pai, o aposentado Mário Borges, 78, que tentou nadar até uma das pilastras da Ponte, mas não conseguiu.

Aluna do curso de Engenharia de Produção da Universidade Cândido Mendes, no Centro de Niterói, ela vai se formar em junho e seguia para o emprego, na área de vendas de uma gráfica, em Olaria, na Zona Norte do Rio, quando ocorreu o acidente, no início da manhã desta segunda-feira, dia 3 de março.

Ela tentou evitar uma batida quando o motorista que seguia à sua frente deu uma freada brusca e acabou perdendo o controle da direção após bater na mureta central, na altura do km 3,28, capotando sete vezes antes de cair na água da Baía de Guanabara – a uma altura de 50 metros.

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Bombeiros que chegaram logo após a jovem ter sido retirada da água afirmaram que o carro caiu de frente, o que facilitou a saída da jovem.

O comandante de um rebocador da empresa Camorim Serviços Marítimos, Luiz Felipe Oliveira, 50, contou que escutou o acidente pelo rádio e foi até o local. Ele acionou a firma de praticagem do Rio de Janeiro e marinheiros prestaram socorro à vítima.

“Quando chegamos, o carro ainda não tinha afundado e ela estava a 250 metros do veículo. Estava em estado de choque, mas contou que não havia mais ninguém com ela. Há cinco anos trabalho em rebocador e nunca tinha visto algo assim antes”, disse.

O mestre de lancha Alessandro Gomes foi uma das pessoas que ajudou a salvar a vida da universitária. Ele estava na lancha de praticagem da empresa Pilot Boat, quando ouviu um chamado no rádio, dizendo que um carro tinha caído do vão central da Ponte.

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“Seguimos para o local e encontramos uma mulher boiando na água. Ela estava muito cansada e o carro já tinha afundado. Ela falou que não tinha quebrado nenhum osso, que se chamava Marina e que estava indo trabalhar”, relembrou.

Ela foi levada consciente por bombeiros até a Marina da Glória, de onde foi transferida para uma ambulância que a conduziu até o hospital.

Em seu perfil no Facebook, o noivo de Marina, o também universitário Vinícius Mouta, 23, escreveu: “Quero agradecer acima de tudo a Deus. Assumo a todos que lêem (quem me conhece sabe que digo a verdade): nunca fui ligado à religião, nunca acreditei verdadeiramente na existência de um Deus. Mas venho aqui publicamente afirmar que hoje tive a maior de todas as provas de Sua existência(…) Sem que Ele tivesse atuado a Marina não teria nenhuma chance. Falo isso como aluno de engenharia que, se nesta situação encarasse um problema de física onde fosse perguntado a chance de sobrevivência, na minha lógica eu não teria dúvida que seria zero”.






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hospital salgado filho

Foi transferido para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte do Rio, Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos – apontado pela Polícia como chefe do tráfico no Morro do Viradouro, em Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói. O criminoso está internado sob custódia, escoltado por policiais do 3º BPM (Méier), para impedir tentativas de resgate.

Ele procurou atendimento médico no Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, após ser baleado durante tentativa de roubo a um carro-forte no bairro Sapê, na Região de Pendotiba, em Niterói, na última quarta-feira, dia 26 de fevereiro.

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Internado com documento falso, ele acabou tendo a identidade descoberta por papiloscopistas do Instituto Félix Pacheco (IFP) através das impressões digitais. Atingido por quatro tiros no peito, amortecidos pelo colete à prova de balas que usava, ele possuía contra si dois mandados de prisão pendentes – um por roubo e outro por homicídio.

A Polícia vai investigar a informação de que a conta do hospital particular foi paga por sua mulher, que está grávida de sete meses e seria estagiária no Tribunal de Justiça (TJ), e totalizou R$ 100 mil.

 Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos

Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos

A assessoria de imprensa do Hospital Quinta D’Or declarou que não podia fornecer informações sobre pacientes, se limitando a dizer que a questão deveria ser apurada com a Polícia.

O roubo do carro-forte foi impedido por agentes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil que substituíram vigilantes após investigação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) em parceria com a Subsecretaria de Inteligência (SSinte) da Secretaria de Estado de Segurança Pública detectar a intenção criminosa.

Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos

Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos

Após descobrirem um plano montado por integrantes da facção Comando Vermelho (CV) para interceptar o veículo e levar o dinheiro, policiais da Core substituíram os vigilantes e surpreenderam os bandidos, que já aguardavam o carro-forte na Rua Washington Luís. Durante a abordagem, de armas em punho, os criminosos reagiram à voz de prisão e iniciaram confronto. Na troca de tiros, seis dos assaltantes morreram.

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Os mortos foram identificados como Roberto Ferreira Vieira, o Robertinho do Jacaré, 39, Herlon Domingos da Silva, 41, Itamar de Assis Coelho e Marcelo Roberto da Conceição, o Marreco. Esses dois últimos estavam sendo investigados pela Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) por envolvimento na tentativa de resgate do traficante Lindomar de Oliveira Brant, o Dodô, 38, em junho do ano passado. Na ocasião, um agente penitenciário foi morto. Já Herlon já havia sido condenado a 15 anos de prisão por tentativa de homicídio, roubo e resistência.

 

RELEMBRE:
Salvo pelo colete à prova de balas, criminoso que participou de ataque a carro-forte é preso em hospital particular

Tentativa de assalto a carro-forte termina com seis mortos em Niterói



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Soldado PM Wagner Vieira da Costa, 33 anos

Soldado PM Wagner Vieira da Costa, 33 anos

Formado há menos de dois meses, o soldado Wagner Vieira da Costa, 33 anos, foi baleado durante ataque de criminosos da facção Comando Vermelho (CV), na madrugada desta sexta-feira, dia 28 de fevereiro.

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro, o PM estava acompanhado por colegas de farda no ponto de baseamento a pé existente na Rua 29, na localidade conhecida como Esquina do Pecado.

Por volta das 2h, cerca de quatro homens armados saíram de um beco na Rua 13 – a cerca de 20 metros de distância de onde os policiais estavam -, efetuaram disparos e fugiram. O soldado, que tem curso superior – de Ciências Sociais – e saiu do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) em janeiro, foi atingido por um disparo no rosto. O tiro entrou na altura do olho e saiu próximo à nuca, ficando alojado na coluna.

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Socorrido pelos próprios colegas de farda, ele foi levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Médicos responsáveis pelo atendimento acreditam que ele foi alvejado por um tiro de pistola 9mm.
O delegado Carlos Eduardo Rangel, da 22ª DP (Penha), que esteve no local do crime, revelou que foram arrecadados projéteis de armas de vários calibres – de pistolas e fuzis.

“Já identificamos alguns dos envolvidos na ação e vamos solicitar à Justiça a decretação da prisão deles”, declarou Rangel, que ressaltou que a Polícia continua trabalhando com o auxílio dos moradores, que podem enviar informações pelo Disque-Denúncia, através do telefone 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

O incidente ocorreu a uma distância de 300 metros do contêiner da UPP do Parque Proletário – alvo de ataques no dia 2 de fevereiro. Na ocasião, a soldado Alda Rafael Castilho, 27, e o soldado Marcelo Gilliard da Silva Miranda, 32, foram baleados. Atingida na barriga, Alda – que era professora formada e estava na corporação desde maio de 2011 – não resistiu.

Soldado PM Alda Rafael Castilho, 27 anos

Soldado PM Alda Rafael Castilho, 27 anos

O soldado Vieira estava em seu quinto serviço. Pai de uma menina de 7 anos de idade, ele é morador de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e, de acordo com familiares, sempre teve amor à farda. Ele ficou sete anos no Exército e saiu para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), onde foi agente penitenciário até ser aprovado no concurso para a Polícia Militar.

“Ele estava bem como agente penitenciário. Tinha uma boa escala, que permitia que ele ficasse três dias em casa, mas cismou que ia conseguir entrar pra PM. Era a realização de um sonho dele”, revelou uma amiga do policial.

Assim que chegaram ao hospital, a mãe e uma prima do PM passaram mal e tiveram que ser mantidas em observação.

Nesses primeiros dois meses de 2014, o Estado do Rio registrou 39 policiais baleados. Destes, 22 estavam de serviço – sete em “comunidades pacificadas”.

VEJA OS NÚMEROS COMPLETOS:
Estatística de policiais mortos e baleados no Rio em 2014

RELEMBRE:
Em menos de 24 horas, dois policiais baleados e uma PFem morta na UPP do Parque Proletário




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Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos

Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos

Horas após participar do ataque a um carro-forte, no bairro Sapê, na Região de Pendotiba, em Niterói, Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos, foi preso no Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Baleado quatro vezes no peito, ele conseguiu sobreviver por causa do colete à prova de balas que usava no momento da ação criminosa e fugiu, deixando para trás seis comparsas mortos e um detido. Ele permanece internado, sob custódia.

Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos

Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos

Apontado pela Polícia como chefe do tráfico de drogas no Morro do Viradouro, no bairro Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, Jê Gatinho recebeu voz de prisão ao procurar atendimento médico na unidade de saúde, para onde foi levado pela mulher. Ao dar entrada baleado, funcionários do hospital entraram em contato com policiais do 4º BPM (São Cristóvão).

 Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos

Jerônimo de Rezende Teixeira, o Jê Gatinho, 30 anos

Aos PMs ele alegou que havia sido baleado durante um assalto. Ele apresentou documento falso e acabou despertando a desconfiança da Polícia. Equipes da 17ª DP (São Cristóvão) acionaram papiloscopistas do Instituto Félix Pacheco (IFP) que, através de exame das impressões digitais, descobriram sua verdadeira identidade.

Itamar de Assis Coelho

Itamar de Assis Coelho

Contra ele já havia dois mandados de prisão: um por roubo e outro por homicídio. O assassinato do qual ele é acusado ocorreu no dia 21 de fevereiro de 2010, quando Fabrício de Almeida Silva, o Nenzão, foi morto a tiros, na Ititioca. Ele também vai responder por uso de documento falso.

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Investigação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) em parceria com a Subsecretaria de Inteligência (SSinte) da Secretaria de Estado de Segurança Pública e com apoio de agentes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) impediu o roubo de um carro-forte, na tarde da última quarta-feira, dia 26 de fevereiro.

Marcello Roberto da Conceição, o Marreco

Marcello Roberto da Conceição, o Marreco

Após descobrirem um plano montado por criminosos da facção Comando Vermelho (CV) para interceptar o veículo e levar o dinheiro, policiais da Core substituíram os vigilantes e surpreenderam os bandidos, que já aguardavam o carro-forte na Rua Washington Luís. Durante a abordagem, de armas em punho, os criminosos reagiram à voz de prisão e iniciaram confronto. Na troca de tiros, seis dos assaltantes morreram.

Herlon Domingos da Silva, 41 anos

Herlon Domingos da Silva, 41 anos

Os mortos foram identificados como Roberto Ferreira Vieira, o Robertinho do Jacaré, 39, Herlon Domingos da Silva, 41, Itamar de Assis Coelho e Marcello Roberto da Conceição, o Marreco. Esses dois últimos estavam sendo investigados pela Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) por envolvimento na tentativa de resgate do traficante Lindomar de Oliveira Brant, o Dodô, 38, em junho do ano passado. Na ocasião, um agente penitenciário foi morto. Já Herlon já havia sido condenado a 15 anos de prisão por tentativa de homicídio, roubo e resistência.

Roberto Ferreira Vieira, o Robertinho do Jacaré, 39 anos

Roberto Ferreira Vieira, o Robertinho do Jacaré, 39 anos

Dois dos mortos permaneciam sem identificação, até a tarde desta quinta-feira, dia 27 de fevereiro.

Veja as fotos AQUI (atenção: imagens fortes!!!!)

RELEMBRE:
Tentativa de assalto a carro-forte termina com seis mortos em Niterói

Traficantes do Comando Vermelho usam caminhões para interditar rodovia federal e tentar resgatar comparsa em São Gonçalo






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Um roteiro digno dos melhores filmes policiais. Assim foi a ação cinematográfica protagonizada por agentes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, que impediu o roubo a um carro forte, na Região de Pendotiba, em Niterói, na tarde desta quarta-feira, dia 26 de fevereiro.

Após descobrirem o plano montado por criminosos da facção Comando Vermelho (CV) para interceptar o veículo e levarem o dinheiro, policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) solicitaram o apoio da especializada. Os agentes substituíram os vigilantes e surpreenderam os bandidos, que aguardavam o carro-forte na Rua Washington Luís, no bairro Sapê, por volta das 14h.

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Ao abordarem o veículo, de armas em punho, os criminosos foram surpreendidos pelos policiais. Havia seis agentes da Core no interior do carro-forte e cerca de 10 posicionados em pontos estratégicos. Houve intensa troca de tiros, que deixou marcas em muros de residências na via. Seis dos assaltantes morreram no confronto. Um deles foi detido. Os agentes apreenderam granadas, pistolas e fuzis 762.

Entre os mortos estariam os traficantes conhecidos como Gê Gatinho e Tinenem, apontados como chefes do tráfico no Morro do Viradouro, em Santa Rosa, na Zona Sul, e no Complexo da Lagoinha, no bairro Caramujo, na Zona Norte de Niterói, respectivamente.

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De acordo com investigações da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), este último seria um dos envolvidos na execução do sargento Joilson da Silva Gomes, 40 anos, ocorrido na manhã do último domingo, dia 23 de fevereiro. Lotado no Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do Caramujo, ele estaria impondo prejuízo com diversas prisões e apreensões nas bocas-de-fumo controladas por Tinenem.

No final da noite, cinco dos seis mortos foram identificados pela Polícia: Itamar de Assis Coelho, o Tamar do Caramujo, Marcelo Roberto da Conceição, o Marreco, Marcos da Costa Brasil, Herlon Domingos da Silva, e Roberto Ferreira Vieira, o Robertinho do Jacaré, 39.

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Foragido do Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, Robertinho do Jacaré saiu pela tubulação de esgoto, em fevereiro do ano passado, e controlava bocas-de-fumo no Morro do Alemão e na Favela do Jacarezinho. Contra ele havia um mandado de prisão expedido e o Disque-Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 1 mil a quem desse informações que auxiliassem na recaptura dele.

Equipes da Core, da DRF e da DHNSG estiveram no local acompanhando o trabalho de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Foram necessários dois rabecões do Corpo de Bombeiros para remover os corpos. Eles foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), onde permanecem aguardando que familiares compareçam para fazer o reconhecimento.

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Próximo ao local do confronto, crianças assistiam aula no Centro de Ensino Edna Gomes da Silva e no pré-escolar Arco-Íris.

“Foi muito tiro. Parecia que o mundo ia acabar. Graças a Deus nenhum inocente ficou ferido”, declarou uma professora que pediu para não ser identificada.

Na tentativa de desviar atenção do policiamento para outra região, dois bandidos em uma moto passaram em frente à 77ª DP (Icaraí) e efetuaram disparos de fuzil, além de lançarem uma granada contra a unidade. O artefato não explodiu, mas um trecho da Rua Lemos Cunha, em Icaraí, na Zona Sul, permaneceu interditado enquanto a Polícia aguardava a chegada de equipes do Esquadrão Anti-Bombas.

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“Eu estava saindo do trabalho e ao invés de pegar um táxi como faço normalmente, resolvi ir caminhando. Quando ouvi o primeiro barulho, virei pra trás e vi dois caras em uma moto. O da garupa tinha um fuzil na mão. Só tive tempo de tirar os sapatos e correr”, relatou uma veterinária que preferiu não se identificar.



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No primeiro serviço após a execução do sargento Joilson da Silva Gomes, 40 anos, os integrantes do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) chefiado pelo PM prendeu um dos suspeitos de envolvimento no crime.
Identificado como Russão, ele foi surpreendido pelos policiais em uma casa na Avenida Estados Unidos, no Morro do Castro, no bairro Tenente Jardim – na divisa entre os municípios de Niterói e São Gonçalo – nesta terça-feira, dia 25 de fevereiro.

No quintal do imóvel, os PMs do Patamo Caramujo encontraram munição para fuzil Ak 47, um fuzil G3 calibre 762 e uma mochila com duas pistolas – uma calibre 45 e outra 765. Em frente à residência da mãe de Russão os policiais apreenderam o Voyage placa KVL 4807, cuja descrição coincide com a de um dos carros apontados por testemunhas como usados pelos assassinos.

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O preso alegou que o Russão que participou do assassinato do PM é seu irmão e deu os vulgos dos comparsas que também teriam participado do crime. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) realizaram perícia papiloscópica no Voyage – para recolher impressões digitais na lataria, nos vidros e no interior do automóvel.

O sargento foi assassinado, minutos após sair de serviço, no início da manhã de domingo, dia 23 de fevereiro. Lotado no 12º BPM (Niterói), ele tinha acabado de sair do batalhão e trafegava na altura do Morro do Castro, na localidade conhecida como Cova da Onça, quando seu veículo foi alvejado por dezenas de tiros.

Horas antes de ser morto, o sargento Joilson – que estava na corporação há 14 anos e era formado em Direito – participou daquela que seria sua última incursão no Complexo da Lagoinha, no bairro Caramujo, na Zona Norte de Niterói: impedindo a realização de um baile funk que reuniria lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

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De acordo com a Polícia, o evento contaria com a presença de um famoso grupo de pagode, seis MCs e quatro equipes de funk. Entre os convidados para a festa estavam Eduardo Luís Paixão, o Duda 2D, e Luciano Martiniano da Silva, o Pezão – dois dos chefes do tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio –, além de Luiz Cláudio Machado, o Marreta. O responsável por receber os convidados foi o traficante Tinenem, gerente das bocas-de-fumo do Complexo da Lagoinha.

Segundo investigações, o criminoso possui uma lista com os nomes de dois sargentos, um cabo e um soldado que atuam no combate à venda de drogas na região e oferece R$ 5 mil pela morte de cada um deles.

RELEMBRE:
Tráfico oferece R$ 5 mil por morte de colegas de sargento executado

PM é executado horas após acabar com baile funk do CV




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