Integrantes do Bonde do Mão entre os mortos no Chapadão

Posted: 16th maio 2012 by robertatrindade in Uncategorized

Dois dos quatro mortos durante a operação realizada nesta terça-feira, dia 15 de maio, pela Polícia Militar no Morro do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, eram integrantes do “Bonde do Mão” – também conhecido como “Bonde do 157” (artigo do Código Penal que faz referência ao crime de assalto) e “Bonde dos 40”.

Os foragidos da Justiça Jean Pinheiro Laranjeira Duarte, 24 anos, e Pedro Henrique Oliveira de Souza, o Pedrinho, 29, estavam acompanhados por outros criminosos da facção Comando Vermelho (CV) quando os PMs chegaram na comunidade. Houve reação e na troca de tiros eles e outros dois foram atingidos. Os quatro ainda foram socorridos pelos próprios policiais e levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiram.

Jean Pinheiro Laranjeira Duarte, 24 anos

Um dos crimes cometidos pelo bando foi o arrastão que terminou com a morte da universitária Silvânia Maria Sant’ana Machado, 37, em 7 de dezembro de 2010. Ele e seus comparsas estavam em uma Kombi de lotada parada em um ponto quando o carro que a universitária dirigia – um Fox vermelho – passou pelo local, na Avenida Meriti, em Vila da Penha, na Zona Norte do Rio.

A vítima estava acompanhada pelo marido, o comerciante Antônio da Silva Machado, 57, e o filho do casal, na época com apenas 6 anos de idade. Os criminosos desceram da Kombi, passaram por trás do veículo e começaram a atirar contra o Fox. A universitária foi atingida por um tiro de pistola 45 no pescoço e não resistiu aos ferimentos. O marido dela afirmou que a mulher estava a cerca de 20km/h, e que os bandidos nem chegaram a anunciar o assalto.

Silvânia Maria Sant'ana Machado, 37 anos

Após os disparos, Pedrinho e seus cúmplices abordaram duas mulheres que estavam em um Chevette e conseguiram fugir. Logo depois, tentaram roubar o taxista Cristiano Fontes de Oliveira, 36, que foi baleado na barriga ao tentar escapar. Enquanto abordavam o taxista, um dos bandidos foi atropelado por um segundo táxi. Mesmo assim, os criminosos renderam o motorista de uma picape Montana, e fugiram com o veículo. Mesmo sem reagir, um dos assaltantes atirou seis vezes contra o motorista, que não foi atingido.

A ação foi realizada por equipes do 9º BPM (Rocha Miranda) e 41º BPM (Irajá), com apoio do 14º BPM (Bangu), Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), Batalhão de Ações com Cães (BAC) e Grupamento Aeromarítimo (GAM). Os PMs apreenderam uma granada, 317 capsulas de cocaína e 530 pedras de crack, além de um fuzil M16, um fuzil AK 47, um Fuzil Automático Leve (FAL), duas pistolas e 20 kg de maconha.

Pedro Henrique Oliveira de Souza, o Pedrinho, 29 anos

O bandido que dava nome à quadrilha – que aterroriza a região praticando assaltos e matando policiais – Emerson Ventapane da Silva, o Mão, 39, está preso desde o dia 28 de novembro de 2010. Ele foi surpreendido por agentes da 21ª DP (Bonsucesso) durante operação no Morro do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. Uma semana depois, no dia 6 de dezembro daquele mesmo ano, seu irmão, Edson Ventapane da Silva, o Mãozinha, 38, foi preso por equipes da Divisão de Roubos e Furtos (DRF) em Cavalcanti, também na Zona Norte. Ele estava vestido com um casaco da Polícia Militar na casa de uma tia, mãe de um cabo da PM lotado no gabinete do comandante-geral da corporação, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte.

Emerson Ventapane da Silva, o Mão, 39 anos

“O Mão agia, principalmente, em Vista Alegre e Irajá, onde foi criado. Alguns de seus amigos de infância se tornaram policiais militares e impediam que ele agisse na região, o que o deixou revoltado. Ele acabou conseguindo o apoio de traficantes da Chatuba e passou a aterrorizar a região”, explicou um policial.

Edson Ventapane da Silva, o Mãozinha, 38 anos

RELEMBRE OUTRAS OCORRÊNCIAS:
Policiais deram uma mãozinha pro Bonde do Mão

Reunião do CV planeja ataques no Rio com viaturas clonadas

Disque-Denúncia oferece R$ 3 mil pelo Bonde do Mão

Bonde do Mão perde um dedo na Penha

Matadores de PMs se escondiam no Alemão: um foi preso e outro morto

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Nos 12 primeiros dias do mês de maio, sete policiais foram baleados no Estado do Rio de Janeiro: quatro morreram. Do total, apenas dois estavam de folga: cinco estavam de serviço. O número representa um aumento de mais de 100%, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando 3 policiais – dois em serviço – foram mortos.

O caso de maior repercussão foi o do sargento Marcelo Afonso de Oliveira, 42 anos, ocorrido no dia 8 de maio. Lotado no 41º BPM (Irajá), o sargento morreu ao ser baleado durante tentativa de roubo a um carro forte, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. No entanto, antes dele, outros dois PMs também foram baleados durante o serviço.

No dia 6, o soldado Weplison da Silva Mendes, 22, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo de São Carlos, foi atingido por um tiro de pistola durante emboscada de traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) que ainda controlam a venda de drogas na região. Acompanhado por colegas de farda, ele realizava patrulhamento de rotina no Morro do Querosene quando ocorreu o ataque, praticado por bandidos escondidos na mata da localidade.

Dois dias antes, o cabo Alexsander Botelho, 39, morreu após ser baleado por criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), o militar estava em uma viatura acompanhado por um colega de farda realizando patrulhamento de rotina na Avenida Coronel Sissom, próximo a um dos acessos à Favela Santa Lúcia, em Saracuruna, quando se deparou com um “bonde” composto por traficantes do local.

Os bandidos efetuaram diversos disparos na direção da viatura, atingindo o cabo na cabeça. Os PMs sequer tiveram tempo de se defender. O cabo chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, mas não resistiu aos ferimentos.

Já no dia 9 de maio, um policial lotado no 14º BPM (Bangu) que não teve o nome e nem a patente divulgados foi baleado durante confronto com traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio. Atingido no braço, ele foi socorrido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM).

Três dias depois, o cabo Carlos André Maximiano, lotado no Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), foi baleado enquanto dirigia uma viatura na Avenida Brasil, na altura de Realengo, na Zona Oeste do Rio. Atingido no ombro e por estilhaços no olho, o PM foi socorrido le foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, na região central do Rio. Médicos da unidade avaliam se o cabo corre o risco de perder a visão.

Enquanto nos 12 primeiros dias de maio deste ano houve esse registro de dois policiais mortos e dois baleados durante o serviço, de 1º a 12 de maio de 2011 dois policiais foram mortos trabalhando. De janeiro a hoje, 52 policiais já foram baleados no Estado do Rio. Destes, 19 estavam de serviço e 27 morreram. No mesmo período do ano passado, 54 policiais foram vítimas de tiros. Do total, 16 estavam trabalhando e 26 morreram.

ESTATÍSTICAS COMPLETAS:
Policiais mortos e baleados no Estado do Rio em 2011

Policiais mortos e baleados no Estado do Rio em 2012

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Sargento da Aeronáutica era sequestrador nas horas vagas

Posted: 14th maio 2012 by robertatrindade in Uncategorized

O sargento da Aeronáutica Rodrigo de Jesus Corrêa, 29 anos, e seu irmão, Renan de Jesus Corrêa, 27 anos

Acusados de integrar quadrilha que pratica roubos e sequestros relâmpagos na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, o terceiro-sargento da Aeronáutica Rodrigo de Jesus Corrêa, 29 anos, e seu irmão, Renan de Jesus Corrêa, 27, foram presos em casa após investigação realizada por policiais da 37ª DP (Ilha do Governador).

Terceiro-sargento da Aeronáutica Rodrigo de Jesus Corrêa, 29 anos

Lotado no III Comando Aéreo Regional (Comar), no Castelo, na região central do Rio, Rodrigo e seu irmão moravam na Rua Beni, na Praia da Bandeira, no mesmo bairro. Os dois, assim como outros integrantes da quadrilha, postavam fotos em sites de relacionamento – como o Facebook – se exibindo e ostentando dinheiro e jóias.

Um terceiro criminoso que aparece em uma das fotografias encontradas no perfil de Renan – com a legenda “isso sim é tirar onda” – , foi reconhecido por uma das vítimas. Ele foi identificado pela Polícia como sendo Luiz Paulo Baptista, o Gordo, 30.

Luiz Paulo Baptista, o Gordo, 30 anos

Titular da 37ª DP, o delegado Deoclécio de Assis solicitou à Justiça os mandados de prisão contra os três identificados. Com a prisão dos irmãos, policiais da distrital agora se concentram na localização de Gordo e na identificação dos outros integrantes da quadrilha, além do levantamento dos crimes praticados por eles na região.

Terceiro-sargento da Aeronáutica Rodrigo de Jesus Corrêa, 29 anos, e o foragido Luiz Paulo Baptista, o Gordo, 30 anos

Todos os documentos e jóias encontrados com o sargento da Aeronáutica e seus irmãos serão analisados para determinar quais deles são produtos de roubos e sequestros cometidos pelos criminosos.

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Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, 44 anos

Preso desde fevereiro de 2010, o ex-sargento da Polícia Militar Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, 44 anos, e o também ex-PM Herbert Canijo da Silva, o Escangalhado, 47 – que se apresentou à Justiça em outubro de 2009 – foram inocentados no 1º Tribunal do Júri da Capital pela tentativa de homicídio qualificado contra o despachante André Luiz Batista Menezes, 37, e pela denúncia de roubo qualificado contra a Cooperativa de Transporte Alternativo (CoopVida). O julgamento, presidido pela juíza Ludmila Vanessa Lins da Silva ocorreu na madrugada desta sexta-feira, dia 11 de maio, e a sentença foi decidida por sete jurados: quatro mulheres e três homens.

Relembre a entrevista exclusiva com o despachante:
Queima de Arquivo: Chico Bala é acusado de matar testemunha de crime

Herbert Canijo da Silva, o Escangalhado, 47 anos

Durante o julgamento, que começou às 10h15 de quinta-feira, dia 10, a vítima voltou atrás em suas declarações anteriores prestadas à Polícia e à Justiça e disse que foi coagido pelo sargento Jorge Fernandes, já falecido, a acusar os dois réus pelo roubo à CoopVida e também pelos inúmeros disparos feitos em sua direção, no dia 19 de julho de 2008, na Praça do Sete de Abril, em Paciência, na Zona Oeste do Rio.

Questionado, disse que acreditava que o PM queria assumir o comando dos transportes alternativos na área. A vítima também surpreendeu os presentes ao declarar que “sempre soube que Francisco (Chico Bala) combatia as milícias”.

Ricardo Teixeira Cruz, 44 anos

A magistrada ouviu ainda outras três testemunhas, duas de acusação – os PMs Deiverson de Oliveira Arêas e Carlos Frederico Ludwig Neto – e uma de defesa, o delegado Marcus Neves, na época lotado na 35ª DP (Campo Grande) e responsável pelo inquérito policial.

Por mais de três horas, a promotora de Justiça Patricia Mothé Glioche Béze ratificou seu pedido de acusação, durante os debates, e solicitou a exibição no plenário da filmagem de depoimentos em que apareciam, dentre outros, o miliciano e também ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, 44 – preso em maio de 2009 e condenado a 12 anos de prisão, em setembro do ano seguinte -, o que foi atendido pela juíza.

Alexsander da Silva Monteiro, o Popeye, 40 anos

Logo depois, os advogados dos réus, durante duas horas e meia, pediram a absolvição dos acusados. O Conselho de Sentença acolheu as teses das defesas, absolvendo os acusados das imputações descritas na denúncia e na pronúncia. Tanto Chico Bala como Escangalhado estão na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, desde maio de 2010. Também é na penitenciária de segurança máxima que está o comparsa deles, o ex-PM Alexsander da Silva Monteiro, o Popeye, 40 – preso em março de 2010.

ARQUIVO MILÍCIAS:


EXCLUSIVO: Liga da Justiça, Comando Chico Bala, Águia de Mirra, Milícia do Batan

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Seis meses após a ação que resultou na morte do traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, 34 anos, o helicóptero do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil (Saer) retirou de circulação um dos criminosos que estava na lista dos mais procurados atualmente pela Polícia do Estado do Rio: Márcio José Sabino Pereira, o Matemático ou Batgol, 36.

Parceiro do traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 41 – preso desde outubro de 2009 – e um dos líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), Matemático estava no interior da Favela Vila Aliança, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, quando foi surpreendido por vôos rasantes da aeronave blindada da Polícia Civil, na madrugada deste sábado, dia 12 de maio.

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 41 anos

Acompanhado por comparsas que integram a quadrilha responsável pela venda de drogas no Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu -, eles chegaram a trocar tiros com os policiais, que conseguiram atingir Matemático, que ainda foi socorrido pelos cúmplices.

A tentativa de sair da favela em busca de atendimento médico foi frustrada ao descobrir que veículos blindados e equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do 14º BPM (Bangu) e da Polícia Federal davam refoço à ação aérea por terra se posicionando nos principais acessos ao conjunto de favelas.

Já no início da manhã o corpo de Matemático foi encontrado no interior do Gol preto placa LQX 8687 na Estrada do Engenho, na Favela Vila Aliança, em Senador Camará. Foi neste mesmo endereço que dois policiais militares foram assassinados, em maio do ano passado. Os soldados Lyra e Xavier, lotados respectivamente no 21º BPM (São João de Meriti) e no 1º BPM (Estácio), estavam no interior do Golf preto placa ABO 9777, que era blindado, mas não resistiram aos diversos disparos de armas de grosso calibre.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático ou Batgol, 36 anos

Investigado em 26 inquéritos e com 15 mandados de prisão contra si por tráfico, associação para o tráfico e formação de quadrilha, Matemático era um dos criminosos pelos quais o Disque-Denúncia pagava R$ 10 mil por informações que levassem à sua prisão.

As incursões policiais na região tornaram-se frequentes nas últimas semanas. No primeiro domingo de abril, dia 1º, a namorada do traficante, identificada como Natália Rodrigues Marques, 19, chegou a ser baleada na perna. Ela estava acompanhada por Matemática e seus seguranças quando agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil desceram de rapel do helicóptero da instituição e trocaram tiros com os bandidos.

Apoiado pela comunidade, Matemático controlava sozinho o Complexo da Coréia desde a prisão de Facão – efetuada no dia 9 de outubro de 2009, no Guarujá, no litoral de São Paulo, por agentes da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), subordinada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Monitorado durante um mês – através de escutas telefônicas autorizadas pela promotora Valéria Videira Costa, titular da 21ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) e chefe do Núcleo de Monitoramento do Sistema Penitenciário no Ministério Público -, Facão estava evadido do Sistema Penal desde o 13 de abril daquele ano. No dia 25 de outubro do mesmo ano Facão foi transferido para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Márcio da Silva Lima, o Tola, 37 anos

Seis meses antes, o traficante Márcio da Silva Lima, o Tola, 37, havia sido preso por equipes da 38ª DP (Brás de Pina) em uma fazenda de café na cidade de Durandé, no interior de Minas Gerais. A prisão foi efetuada no dia 24 de abril de 2009, meses após Tola ter perdido dois de seus homens de confiança: Leonardo Fragoso da Silva, o Léo Vascão, 26, morto em fevereiro, e Juarez Mendes da Silva, o Aranha, morto em março. Os dois trocaram tiros com policiais do 14º BPM.

Depois das mortes de seus comparsas, ele passou a dividir o Complexo da Coréia com Luiz Cláudio Cândido, o Claudinho Nonô. Rejeitado pelos moradores, Tola acabou perdendo poder dez dias antes de sua prisão, quando Matemático e Facão ganharam o benefício de trabalho extra-muros e não voltaram ao Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio. Eles orderam o afastamento de Tola que, com medo de morrer, acabou fugindo.

Em fevereiro deste ano, Tola foi absolvido pela juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, da 40ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, no processo em que era acusado de associação para o tráfico, porte ilegal de arma e comércio ilegal de arma. Na decisão, a magistrada determinou a expedição de alvará de soltura e seu encaminhamento à Justiça Federal do Paraná, já que o traficante atualmente está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas.

A facção
O Terceiro Comando Puro (TCP) surgiu há dez anos, quando houve um racha entre as facções Terceiro Comando (TC) e Amigos dos Amigos (ADA). A briga ocorreu após a rebelião ocorrida no dia 11 de setembro de 2002 na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino – mais conhecida como Bangu 1 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Na ocasião – primeiro aniversário dos atentados terroristas nos Estados Unidos -, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, então com 34 anos, liderou a ação que durou 23 horas e provocou a morte dos maiores líderes do TC: Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos, e seus cunhados, Wanderley Soares, o Orelha – casado com a irmã de Uê, Evanilda Pinto Medeiros; e Carlos Roberto Cabral da Silva, o Robertinho do Adeus – casado com a outra irmã, Enivalda Pinto de Medeiros; além de Elpídio Rodrigues Sabino, o Robô.

Integrante da ADA, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, então com 41 anos, se aliou a Beira-Mar para conseguir sair vivo. Em troca, facilitou a entrada dos rivais na cela onde estava Uê, que era seu amigo pessoal. Após a ação, TC e ADA desfizeram a união e surgiu o Terceiro Comando Puro – sob comando de Matemático e Facão.

RELEMBRE AQUI:
Em ação de helicóptero do Saer da Polícia Civil, Marcelinho Niterói é morto na Maré

ARQUIVO COMPLEXO DA CORÉIA:
Facções rivais TCP e ADA se unem para comprar e revender “o melhor pó do Rio”

Matemático soma várias baixas na Coréia

Tráfico invade Posto de Policiamento Comunitário

Atoladinho na cadeia: Polícia tira Tola de circulação

Facão é preso no Guarujá

MORTES DE OUTROS INTEGRANTES DA QUADRILHA (imagens fortes):
14º BPM rebaixa Léo Vascão para o inferno

14º BPM corta a teia de Aranha

PM impõe mais uma baixa à Coréia: chegou a vez de Claudinho Nonô

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No intervalo de nove dias, cinco policiais foram baleados no Estado do Rio de Janeiro – sendo que três deles não resistiram. Do total, quatro estavam de serviço.

O primeiro caso – único ocorrido enquanto a vítima estava de folga – aconteceu no dia 3 de maio na Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Lotado no 23º BPM (Leblon), o sargento Max Corrêa Guimarães, 44 anos, havia acabado de estacionar o carro de sua mulher, na Rua Monte Sião, quando foi abordado por três homens armados, próximo ao Conjunto Habitacional da Polícia Militar.

O trio efetuou cerca de 20 disparos, sem que o PM – suspeito de envolvimento com a milícia da Vila Sapê, no mesmo bairro – tivesse tempo de reagir. O sargento seria o responsável pela compra e venda de botijões de gás na área controlada por milicianos.

No dia seguinte, o cabo Alexsander Botelho, 39, morreu após ser baleado por criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), o PM estava em uma viatura acompanhado por um colega de farda realizando patrulhamento de rotina na Avenida Coronel Sissom, próximo a um dos acessos à Favela Santa Lúcia, em Saracuruna, quando se deparou com um “bonde” composto por traficantes do local.

Os bandidos efetuaram diversos disparos na direção da viatura, atingindo o cabo na cabeça. Os PMs sequer tiveram tempo de se defender. O cabo chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, mas não resistiu aos ferimentos.

Soldado Weplison da Silva Mendes

Dois dias depois, no dia 6 de maio, o soldado Weplison da Silva Mendes foi baleado durante emboscada feita por traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) que controlam a venda de drogas no Complexo de São Carlos – composto pelos morros do São Carlos, Zinco, Querosene e Coroa e que possui acessos pelos bairros Estácio, Rio Comprido e Catumbi, na região central do Rio.

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) – implantada no local local no dia 17 de maio de 2011 – ele realizava patrulhamento de rotina no Morro do Querosene com outros colegas de farda quando foram atacados por bandidos escondidos na mata. Atingido por um tiro de pistola calibre 45 na canela, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio.

No dia 8, o sargento Marcelo Afonso de Oliveira, 42, morreu após ser baleado durante tentativa de assalto a um carro forte, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Vários homens armados renderam os vigilantes da empresa Transvip no momento em que eles chegavam para fazer o abastecimento da agência da Caixa Econômica Federal (CEF) localizada na Rua Sargento de Milícias – a poucos metros da 39ª DP (Pavuna).

Lotado no 41º BPM (Irajá), o PM fazia parte de uma guarnição que passava pelo local quando percebeu a ação. Assim que a viatura se aproximou houve intensa troca de tiros. O sargento acabou baleado na cabeça. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Um dos vigilantes, identificado como Edson Paciência Brandão, 42, também foi atingido e morreu no local.

Já nesta quarta-feira, dia 9 de maio, um policial militar lotado no 14º BPM (Bangu), que não teve o nome e nem a patente divulgados, foi baleado durante confronto com traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio. Atingido no braço, ele foi socorrido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM).

Na mesma ação – que envolveu equipes do 9º BPM (Rocha Miranda), 14º BPM (Bangu) e 41ºBPM (Irajá) -, dois acusados de envolvimento com o tráfico na região foram presos e dois fuzis foram apreendidos. O metrô chegou a ficar fechado, na estação de Tomaz Coelho, por cerca de cinco minutos.

De janeiro a hoje, 50 policiais já foram baleados no Estado do Rio. Destes, 6 eram policiais civis e 44 eram PMs – sendo que 5 eram reformados, 18 deles estavam de serviço e 26 morreram.

Veja a estatística completa aqui:
Estatística de policiais mortos e baleados em 2012

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Ewerson Aloísio da Silva, o Lu, 27 anos

Procurado por roubo, Ewerson Aloísio da Silva, o Lu, 27 anos, foi preso por policiais da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (DEDIC) da 77ª DP (Icaraí), na tarde desta sexta-feira, dia 27 de abril, em Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói.

Os agentes descobriram o trajeto que o foragido da Justiça fazia diariamente através de investigações e conseguiram realizar a abordagem no momento em que ele passava pela Rua Mário Viana.

Contra ele havia dois mandados de prisão expedidos pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo por condenação pela prática do crime de roubo qualificado. Ele não reagiu à prisão e foi conduzido à delegacia, sendo posteriormente transferido para a Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter).

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Recompensa por Matemático é multiplicada por três

Posted: 27th abril 2012 by robertatrindade in Uncategorized

De R$ 3 mil para R$ 10 mil. Este é o novo valor da recompensa oferecida a quem der informações que auxiliem a Polícia a localizar e prender o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 36 anos.

Evadido do Sistema Penal desde o mês de abril de 2009, Matemático é apontado como líder da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Há três anos, ele conquistou o benefício de cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto, garantindo que trabalharia na Funerária Água Branca, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, e voltaria à cadeia para dormir, mas não retornou.

Preso em 2004, Matemático tem 13 e duas condenações, totalizando 12 anos de cadeia. Ele controla o tráfico de drogas no Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Taquaral, Rebu, Jabour e Vila Aliança, que possui acessos pelos bairros Senador Camará e Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Atualmente, o criminoso possui nove mandados de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e formação de quadrilha. Quem tiver informações que ajudem na captura do traficante pode ligar para o Disque-Denúncia através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

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Wellington Cipriano da Silva Filho, o Vasquinho, 26 anos

Um mês após o assassinato do líder comunitário Vanderlan de Barros Oliveira, o Feijão, 41 anos, o acusado pelo crime foi preso. O homicídio ocorreu no dia 26 de março, na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio.

Identificado como Wellington Cipriano da Silva Filho, o Vasquinho, 26, ele foi preso por equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) em uma casa na localidade Vila Verde, na própria Rocinha.

Os PMs chegaram até o endereço através de informação repassada pelo Disque-Denúncia, na tarde desta quinta-feira, dia 26 de abril.

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PF prende policiais civis e militares que faziam escolta de “Elenco Fabuloso”

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Acusado de envolvimento na morte de um policial militar e de um médico durante assaltos praticados em Niterói, Patrick Augusto Santos de Oliveira, o Madrugadão, foi preso, no início da noite desta quinta-feira, dia 26 de abril, na Baixada Fluminense. O Disque-Denúncia oferecia R$ 1 mil a quem desse informações que ajudassem na localização e prisão do criminoso.

Oriundo do Morro da Coruja, no bairro Vila Laje, em São Gonçalo, Madrugadão foi surpreendido por policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) na casa de familiares, em Imbariê, distrito de Duque de Caxias.

Um dos comparsas dele, Wallacy Santos Quintanilha, o PQD, continua foragido. Também há uma recompensa de R$ 1 mil a quem auxiliar a Polícia na localização e prisão dele. Qualquer informação pode ser repassada através do telefone 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

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