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Com a proximidade do fim das férias escolares e início das aulas, é bom lembrar a Lei Federal n° 9.870/99, que ainda é desconhecida de muitos pais. Em seu texto, ela esclarece que as unidades de ensino podem incluir na lista de material apenas itens de uso individual. Em seu artigo 1º, parágrafo 7º, a lei destaca que a cláusula contratual que obrigue o contratante ao pagamento adicional ou ao fornecimento de qualquer material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição será nula.

Conheça a Lei Federal n° 9.870/99 AQUI

Esses gastos, segundo a lei, devem estar considerados no cálculo das mensalidades. Como esses materiais estão previstos na planilha de custo da mensalidade, a mesma deve ser conferida com atenção pelos responsáveis.

Os pais que não sabiam da lei, compraram listas que incluíam material de uso coletivo e já entregaram, devem pedir reembolso. O diretor de Fiscalização do Procon-RJ, Fábio Domingos, orienta que sejam apresentadas as notas fiscais.

“Mediante a apresentação da nota e do recibo da escola, comprovando que o material foi deixado lá, se tem o direito ao reembolso. No momento da fiscalização, muitas escolas alegaram desconhecer a lei. Isso não é argumento. Elas terão 15 dias para apresentar defesa e, após esse período, podem ser multadas”, explicou.

Em todo o Estado do Rio de Janeiro, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) tem realizado diversas vistorias. A operação, batizada como “Professor Raimundo”, tem fiscalizado colégios particulares desde o final de 2015. No início deste ano, 20 já foram autuados em um único dia.

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Reclamações sobre os materiais ou qualquer outro assunto referente a relação entre os pais e as escolas podem ser feitas pelo número 151 ou pelo Fale Conosco do site http://www.procon.rj.gov.br

No último dia 12 de janeiro, os fiscais do Procon estiveram em 22 escolas na capital e analisaram os contratos de prestação de serviço firmado entre os colégios e os responsáveis dos alunos, além das listas de material escolar e dos documentos necessários para o funcionamento dos estabelecimentos. Em 18 de dezembro, a ação ocorreu em Niterói, onde 13 escolas foram fiscalizadas e 10 acabaram autuadas.

Na Zona Oeste do Rio, os fiscais determinaram a suspensão do início das aulas no Centro Educacional Oliveira Melo (CEOM), localizado no Tanque, até a apresentação do certificado do Corpo de Bombeiros.

Entre as cláusulas irregulares encontradas nos contratos, estão a cobrança de multas em caso de desistência e a inclusão do nome do responsável em cadastros de restrição ao crédito em caso de inadimplência. Esta última irregularidade foi constatada no Centro de Educação e Cultura (CEC), na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. Já no Centro Cultural Pedro II, em Campo Grande, o aluno que não estiver com as mensalidades em dia não poderá participar de eventos como passeios, festas e outros eventos culturais.

Uma das irregularidades mais frequentes foi a presença de itens de uso comum nas listas de material escolar, como resmas de papel, sabonetes, copos descartáveis e envelopes. Esse problema foi constatado em oito estabelecimentos.

Não foram encontradas irregularidades na unidade da Rede MV1 da Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, e no Centro Educacional Berenice Barra, em Botafogo, na Zona Sul.

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Balanço da Operação Professor Raimundo – JANEIRO:

1 – Colégio da Cia. de Maria (Avenida Engenheiro Richard, 107, Grajaú): Ausência do Livro de Reclamações.

2 – Colégio Nossa Senhora da Misericórdia (Rua Barão de Mesquita, 689, Tijuca): Ausência do Livro de Reclamações.

3 – Jardim Escola Fadinha Azul (Rua Américo da Rocha, 465, Marechal Hermes): Ausência do Livro de Reclamações. Cobrança de material de uso coletivo (copo descartável, resma de papel, material de colagem e outros).

4 – Colégio Franco Brasileiro (Rua das Laranjeiras, 5): Reclamação feita no Livro de Reclamações em 30/10/2015 não enviada. Cláusulas contratuais abusivas (multa no valor de 50% das parcelas a pagar em caso de desistência e não responsabilidade por perda de objetos no interior da escola). Cobrança de material de uso coletivo, como resmas de papel e envelopes.

5 – Edem (Rua Gago Coutinho, 14, Laranjeiras): Cláusula de multa no valor de 50% das parcelas a pagar no caso de rescisão. Cláusula de eleição de foro independente de privilégio (art 6° VIII CDC). Os fiscais deram um prazo de 48 horas para a apresentação do laudo de exigências do Corpo de Bombeiros. Lista de material com materiais de uso coletivo.

6 – Colégio Marista São José (Rua Conde de Bonfim, 1.067, Tijuca): A escola praticou um aumento de valores. Os fiscais emitiram um auto de constatação solicitando o contrato, as tabelas de valores praticados em 2015 e em 2016 e a planilha de custos que justifique o aumento da mensalidade.

7 – Centro Educacional Esplanada (Estrada do Mendanha, 1.375, Campo Grande): Cláusula restritiva de devolução de valores por desistência antes do início das aulas. Lista de material com produtos considerados de uso coletivo, como cola quente e resmas de papel A4. Ausências dos certificados de potabilidade da água e de dedetização.

8 – Instituto Nossa Senhora da Piedade (Rua Fernando Osório, 24, Flamengo): Livro de Reclamações sem autenticação. Não devolução de valor pago em caso de desistência. Não responsabilização por perdas e danos de objetos.

9 – Colégio Ressurreição (Rua Oto de Alencar, 23, Tijuca): Cláusula contratual abusiva (em caso de rescisão, multa no valor de 50% das parcelas a pagar).

10 – Colégio PAX (Estrada Santa Maria, 1.052, Campo Grande): Ausências do Livro de Reclamações e dos certificados de dedetização e de potabilidade da água. Contrato com previsão de uso da imagem sem possibilidade de negativa por parte do consumidor. Lista de material indicando itens de uso coletivo, como resmas de papel A4.

11 – Colégio Logosófico (Rua General Polidoro, 36, Botafogo): Cláusulas abusivas no contrato: Multa no valor de 50% das parcelas a pagar em caso de desistência e não responsabilização por danos a objetos. Os fiscais deram um prazo de 48 horas para a apresentação do certificado do Corpo de Bombeiros. Lista de material escolar com itens de uso coletivo, como creme dental e sabonete.

12 – CEOM (Rua Godofredo Viana, 357, Tanque): Os fiscais determinaram que o estabelecimento apresente o contrato e a lista de material escolar ao Procon em cinco dias, para a apuração de eventuais irregularidades. Ausência do certificado do Corpo de Bombeiros e seu respectivo laudo de exigências. Os fiscais determinaram a suspensão do início das aulas até a apresentação do certificado.

13 – Colégio Múltipla Escolha (Rua Andreza, 164, Campo Grande): Ausências do certificado do Corpo de Bombeiros (os fiscais deram um prazo de 48 horas para a apresentação), do Livro de Reclamações e dos certificados de potabilidade da água e de dedetização. Cláusulas abusivas no contrato: Não restituição de valores pagos antes do início do curso em caso de desistência. Cobrança de taxa de material.

14 – Colégio Sagres (Rua Sampaio Viana, 184, Rio Comprido): Ausência do Livro de Reclamações.

15 – Objetivo (Rua Álvaro Ramos, 441, Botafogo): Lista de material escolar com itens de uso coletivo (sabonete e creme dental). Contrato de prestação de serviço não abrange segunda chamada e há cláusula restringindo responsabilidade por perda de objetos. Outra cláusula prevê o pagamento de uma multa no valor de duas parcelas da anuidade em caso de desistência.

16 – Centro Cultural Pedro II (Estrada Carvalho Ramos, 1.050, Inhoaíba, Campo Grande): Cláusulas abusivas no contrato: o aluno que não estiver com as mensalidades em dia não poderá participar de eventos como passeios, festas e outros eventos culturais. Cancelamento da matrícula, exclusão do curso e retenção de documentos por causa de inadimplência. Ausências do Livro de Reclamações e do certificado de potabilidade da água.

17 – Centro de Ensino Mário Barreto (Rua Edgard Werneck, 1.211, Freguesia): Ausência do Livro de Reclamações e do certificado do Corpo de Bombeiros. Os fiscais deram um prazo de 48 horas para a apresentação do certificado. Cobrança de taxa de material de uso coletivo no valor de R$ 150.

18 – Colégio Santa Mônica (Rua Geminiano Góis, 331, Freguesia): Cobrança de material de uso coletivo.

19 – Instituto Analice (Rua Viúva Dantas, 386, Campo Grande): Ausências do certificado do Corpo Bombeiros (os fiscais deram um prazo de 48 horas para a apresentação), do Livro de Reclamações e dos certificados de potabilidade da água e de dedetização.

20 – CEC (Avenida Ayrton Senna, 2.541, Barra da Tijuca): Cláusulas abusivas no contrato: Não há devolução do valor em caso de desistência anterior ao início das aulas, cobrança de crédito via inscrição do consumidor no SPC/Serasa, cobrança para recuperação e emissão de segunda via de histórico, boletins e declarações, condiciona a rescisão do contrato à quitação de obrigações financeiras e condiciona a aceitação do contrato à aceitação do uso do direito de imagem do aluno para figurar em campanhas publicitárias.

Balanço da Operação Professor Raimundo – DEZEMBRO:

1 – Colégio Pensi (Rua General Pereira da Silva, 326, Icaraí): Reclamação no Livro de Reclamações com data de 05/01/2015 não enviada no prazo legal de 30 dias. Os fiscais encontraram as seguintes cláusulas abusivas no contrato: permissão de alteração da unidade de ensino por parte da escola; devolução da anuidade em 72 horas em caso de não formação da turma; inscrição do responsável financeiro nos órgãos restritivos de crédito em caso de inadimplência superior a 90 dias; multa no valor de três mensalidades em caso de rescisão antecipada do aluno; não se responsabiliza por furtos, roubos e danos aos bens móveis do aluno no interior do estabelecimento; e o contrato e os créditos oriundos dele poderão ser cedidos e oferecidos em garantia a terceiros.

2 – Colégio La Salle Abel (Avenida Roberto Silveira, 29, Icaraí): Cláusula no contrato prevê devolução de 80% do valor pago antes do início das aulas e não devolução após início.

3 – Colégio Miraflores (Rua Ministro Otávio Kelly, 474, Santa Rosa): Ausência do certificado do Corpo de Bombeiros. Ausência de autenticação no Livro de Reclamações.

4 – Colégio Pensi (Rua Oswaldo Cruz, 32 Icaraí): Cláusula contratual estipula multa em caso de rescisão.

5 – Colégio PH (Avenida Gavião Peixoto, 20, Icaraí): Cláusula retendo 30% do valor restante em caso de rescisão. As cláusulas que limitam direitos dos consumidores não estavam destacadas no contrato.

6 – Maple Bear (Rua Dr. Américo Alves Costa, 363, Piratininga): Cláusulas abusivas: inscrição do responsável financeiro nos órgãos restritivos de crédito em caso de inadimplência superior a 90 dias; não se responsabiliza por furtos, roubos e danos aos bens móveis do aluno no interior do estabelecimento; material didático específico da escola, obrigando os pais dos alunos a comprá-lo; devolução da primeira mensalidade escolar apenas na hipótese de desistência formal antes do início das aulas, com multa de 20% do valor (após o início das aulas não há devolução); as partes elegem o foro da comarca de Niterói para dirimir quaisquer controvérsias oriundas deste contrato, abrindo mão de qualquer outro, por mais privilegiado que seja.

7 – Colégio PH (Rua Salomão Vergueiro da Cruz, 1.432, Piratininga): Cláusulas abusivas: restrições de direitos não são claras no contrato; rescisão de contrato com multa (10% dos valores referentes aos meses restantes, se a rescisão for no primeiro semestre, e 30% dos valores dos meses faltantes quando rescindido no segundo semestre).

8 – Colégio São Vicente de Paulo (Rua Miguel de Frias, 123, Icaraí): Ausência do certificado do Corpo de Bombeiros. Os fiscais deram um prazo de 48 horas para a apresentação. Cláusulas abusivas: retenção de 20% do valor da primeira mensalidade em caso de desistência antes do início das aulas e retenção de todo o valor em caso de desistência após o início das aulas; cobrança por emissão de histórico e documento de conclusão; negativação dos pais em caso de inadimplência; cláusula de divulgação de imagem do aluno como condição obrigatória no contrato.

9 – Colégio Gay Lussac (Rua Maria Caldas, 35, São Francisco): Previsão contratual abusiva de recebimento de 30% do valor referente à primeira parcela da anuidade quando o cancelamento ocorrer antes de iniciado o período letivo. Após iniciadas as aulas não há devolução.

10 – Colégio Pensi (Rua Jornalista Newton Braga Melo, quadra 1, lotes 2, 3 e 4, Itaipu): Cláusulas abusivas: permissão de alteração da unidade de ensino por parte da escola; devolução da anuidade em 72 horas, em caso de não formação da turma; inscrição do responsável financeiro nos órgãos restritivos de crédito em caso de inadimplência superior a 90 dias; multa no valor de três mensalidades quando da rescisão antecipada do aluno; não se responsabiliza por furtos, roubos e danos aos bens móveis do aluno no interior do estabelecimento; o contrato e os créditos dele oriundos poderão ser cedidos e oferecidos em garantia a terceiros.

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Pai entrega o filho que matou faxineira que trabalhava em DP

Posted: 21st janeiro 2016 by Roberta Trindade in Sem categoria
Evanil Luís de Mattos Júnior, 21 anos

Evanil Luís de Mattos Júnior, 21 anos

Acusado de participar do assassinato de uma faxineira sentenciada à morte pelo Tribunal do Tráfico somente por trabalhar em uma delegacia da Polícia Civil, na Baixada Fluminense, Evanil Luís de Mattos Júnior, 21 anos, foi preso por policiais da 67ª DP (Guapimirim), nesta quarta-feira, dia 20 de janeiro.

Ele foi levado à distrital pelo próprio pai, que resolveu entregar o filho à Polícia ao descobrir que contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Justiça pelo crime, que ocorreu em outubro do ano passado. No total, dez bandidos participaram da ação. Três deles já estão presos.

A faxineira Ivana Maria Marinho Leite, 52, trabalhou como auxiliar de serviços gerais na 65ª DP (Magé). Ela foi abordada pelos criminosos no momento em que chegava em sua casa, no bairro Figueira, em Magé, na Baixada Fluminense, no dia 20 de outubro. O local fica próximo a um dos acessos à Favela da Lagoa, onde os bandidos integravam a quadrilha responsável pelo tráfico de drogas.

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Eles invadiram a residência e roubaram diversos pertences da vítima, que foi levada em seu carro. O corpo dela foi encontrado com marcas de tiros no bairro Saco, também em Magé. De acordo com a Polícia, os traficantes decidiram matá-la porque achavam que ela repassava informações para os policiais.

Os comparsas de Evanil que já estão presos foram identificados como Rerisom Gomes dos Santos, 18, Patrick Anderson de Moraes Botelho, 19, e Adriano Oliveira da Silva. A prisão do trio foi efetuado por agentes da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Os dois primeiros foram presos no último dia 15 de janeiro, enquanto Adriano foi capturado uma semana após o crime.

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Internado desde o último dia 3 de janeiro no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, o soldado Paulo Roberto Corrêa Júnior, 32 anos, está precisando de ajuda.

Lotado no 17° BPM (Ilha do Governador) e há cinco anos na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), ele foi diagnosticado com a Síndrome de Guillain-Barré. O PM precisa realizar sessões de plasmaferese e tomar injeções de imunoglobulina.

O tratamento está avaliado em cerca de R$ 100 mil e o HCPM não o possui. Ele é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a unidade médica não está conseguindo agilizar a doação da medicação específica para realização do mesmo.

Caso alguém tenha conhecimento na área e possa conseguir a liberação do medicamento, por favor, entre em contato deixando mensagem nos comentários ou através do e-mail rotrin77@gmail.com.

Também conhecida como “polirradiculoneuropatia idiopática aguda” ou “polirradiculopatia aguda imunomediada”, a doença é autoimune e ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano.

O dano provoca formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia. A Síndrome de Guillian-Barré costuma afetar com mais freqüência o revestimento do nervo (chamado de bainha de mielina). Essa lesão é chamada de desmielinização e faz com que os sinais nervosos se propaguem mais lentamente. O dano a outras partes do nervo pode fazer com que este deixe de funcionar completamente.

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Em menos de 24 horas, quatro policiais foram baleados em diferentes pontos do Estado do Rio – dois deles, em áreas consideradas “pacificadas”. O primeiro caso ocorreu na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, no início da manhã desta quinta-feira, dia 14 de janeiro.

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vila Cruzeiro, o soldado Felipe Rocha, 29 anos, foi baleado durante ataque de criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Penha.

Os PMs realizavam patrulhamento de rotina e passavam pela localidade conhecida como Ferro Velho quando foram surpreendidos pelos bandidos. Atingido no braço, o policial foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas.

Pouco depois, no Morro da Cotia, no Complexo do Lins, no bairro Lins de Vasconcellos, também na Zona Norte do Rio, novo ataque. Lotado na UPP Lins, o soldado Barreiro foi baleado na perna. O PM foi levado para o Hospital Naval Marcílio Dias.

Já no final da tarde, o terceiro caso. Lotado no 15° BPM (Duque de Caxias), o tenente Queiroz foi baleado durante ataque de criminosos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O oficial, de serviço na Supervisão, passava pelo viaduto do Carvalhão, próximo ao Carrefour, no bairro Jardim Gramacho, quando bandidos passaram em um ônibus e atiraram contra a viatura. Atingido no abdômen, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna.

Antes da quinta-feira terminar, mais um PM foi baleado. Lotado no 32° BPM (Macaé), o sargento Marco Vinicius Gimenez foi atingido ao tentar impedir um assalto, em Macaé. O PM passava em frente a um mercado localizado no bairro Virgem Santa quando percebeu a ação criminosa. Ele deu voz de prisão ao bandido, que reagiu iniciando uma troca de tiros. O assaltante também foi atingido e morreu no local. Com ele, foi apreendida uma pistola 9mm. O comparsa dele fugiu em uma moto. Socorrido, o sargento foi levado para o Hospital Público Municipal de Macaé.

Os quatro policiais entraram para a estatística de mais de um baleado por dia. De 1° a 14 de janeiro, foram 20 – sendo que dois não resistiram e morreram. Do total, 12 estavam de serviço e 8 estavam de folga. De todos os casos, 8 policiais foram atingidos em áreas “pacificadas”.

Estatística completa -> CLIQUE AQUI

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Criada em 1856 com o objetivo de ampliar a Casa de Detenção de Niterói – atual Instituto Penal Edgard Costa (IPEC) – e custodiar escravos refugiados, a Penitenciária Vieira Ferreira Neto foi transformada em Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (UP-PMERJ). Localizado no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, o prédio – que tem capacidade para 218 presos – recebeu os 236 policiais militares que estavam no antigo Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na Zona Norte do Rio. A transferência, que teve início nesta sexta-feira, dia 2 de outubro, foi concluída neste sábado, dia 3.

Em janeiro de 1998, o então Instituto Penal Vieira Ferreira Neto foi transformado em Penitenciária Vieira Ferreira Neto. Nas penitenciárias – ao contrário dos presídios -, os internos circulam livremente no interior das galerias, ficando as celas abertas durante o dia. No Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro, havia apenas quatro penitenciárias que seguiam as disposições legais apontadas pela Lei de Execuções Penais (LEP), no que diz respeito às acomodações dos apenados: ou seja, cubículos individuais contendo dormitório e lavatório. As demais apresentam, em sua maioria, cubículos com 2 ou mais internos.

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A unidade recebia condenados que não integrassem qualquer facção criminosa e tivessem pena para cumprir de até 5 anos, além de estar há mais de um ano no sistema penitenciário e não possuir processo pendente aguardando julgamento. Os presos que estavam na Penitenciária Vieira Ferreira Neto - a maioria com mais de 60 anos de idade e portadores de deficiência física grave que não necessitavam de internação hospitalar – foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, no último mês de maio.

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A unidade – que era conhecida como “Sítio do Pica Pau Amarelo” – foi alvo de diversas ações civis públicas propostas pelo Ministério Público, que denunciava a situação precária, desumana e degradante da unidade e tinha o objetivo de acabar com a superlotação de presos, entre outras diversas irregularidades constatadas.

Em 1984, Mick Jagger passou três dias na penitenciária, para gravação de um clip com os Rolling Stones. Após a filmagem, foi realizado um show para os detentos.

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A Penitenciária Vieira Ferreira Neto fica ao lado do Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro – que abriga presos da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA)  apesar de ter capacidade para 396 internos, possui atualmente 487 – e do Hospital Penal de Niterói – unidade prisional criada para receber presos portadores do vírus HIV.

Vale lembrar que a maioria dos PMs acautelados na UP ainda aguardam julgamento e muitos retornam às ruas após serem inocentados pela Justiça.

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Até o momento, o ano de 2015 registra 176 policiais baleados no Estado do Rio – a média é de CINCO agentes feridos a tiros por semana. Destes, 147 estavam de serviço. Do total, 57 não resistiram. Somente nesta semana, houve 9 casos.

Segunda-feira, dia 28 de setembro

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Formiga, o soldado Bruno Rodrigues Pereira, 30 anos, foi torturado e morto de forma covarde ao ser identificado como policial. O crime ocorreu no bairro Lagoinha, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O PM – que ia completar três anos na corporação no próximo mês de dezembro – tinha ido buscar o irmão quando foi abordado pelos criminosos, na localidade conhecida como Dom Bosco. Eles o revistaram e acabaram encontrando a farda no porta-malas. Após torturá-lo e matá-lo, os bandidos o amarraram com uma corda a um cavalo e arrastaram seu corpo pela Rua Gelo.

Bruno Rodrigues Pereira, 30 anos

Soldado PM Bruno Rodrigues Pereira, 30 anos

Terça-feira, dia 29 de setembro

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Macacos, o soldado Rodrigues foi baleado durante ataque de criminosos que continuam controlando o tráfico de drogas no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Há duas semanas, ele já havia sido atingido no local, mas o colete amorteceu o projétil. Desta vez atingido no ombro, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Terça-feira, dia 29 de setembro

Lotado no 15BPM, o sargento Francisco foi baleado durante confronto com criminosos que controlam o tráfico de drogas na Favela Santa Lúcia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Atingido no tórax, o PM foi socorrido pelos colegas de farda e levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, no bairro Saracuruna, e posteriormente transferido com auxílio do Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (GESAR) para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio.

Sargento PM André Caetano, 42 anos

Sargento PM André Caetano, 42 anos

Terça-feira, dia 29 de setembro

Lotado no Centro de Controle Operacional da Polícia Militar (Cecopom), no Quartel General (QG) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, o sargento André Caetano, 42 anos, morreu após ser baleado diversas vezes pelo próprio filho, de 17 anos de idade. O crime ocorreu na casa do PM, no bairro Engenho da Rainha, na Zona Norte do Rio. Casado há 17 anos, o sargento deixou outros dois filhos – um menino e uma menina.

Em tempo: a PMERJ não pagou o convênio com o Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, e amigos do PM criaram uma vaquinha para ajudar a família a pagar o enterro.

Soldado PM Caio Cesar Ignácio Cardoso de Melo, 27 anos

Soldado PM Caio Cesar Ignácio Cardoso de Melo, 27 anos

Quarta-feira, dia 30 de setembro (manhã)

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Fazendinha, o soldado Caio César Melo foi baleado na Rua Canitar, próximo ao Campo do Sargento. Atingido no pescoço, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu a quatro paradas cardíacas. O policial também era dublador e conhecido por ser a voz de Harry Potter no Brasil. Ele morreu dois dias após completar 27 anos de vida.

Quarta-feira, dia 30 de setembro (tarde)

Lotado no Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), o soldado M. Cunha foi baleado durante ataque de criminosos na Favela Parque Proletário, no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. Atingido na perna, ele foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas.

Soldado PM Alyson Leonardo Egídio Alves, 27 anos

Soldado PM Alyson Leonardo Egídio Alves, 27 anos

Quinta-feira, dia 1 de outubro

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Salgueiro, o soldado Alyson Leonardo Egídio Alves, 27 anos, morreu após ser baleado ao ter a identidade descoberta, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O PM estava no salão de beleza da esposa, localizado na Rua Brilhante, no bairro Coelho da Rocha, quando dois criminosos que chegaram em um carro vermelho anunciaram o assalto. Ao ver a arma na cintura de Alyson, eles efetuaram os disparos e fugiram no veículo, onde um comparsa permaneceu à espera.

Baleado na frente da esposa, o PM foi atingido duas vezes no rosto e uma nas costas. O soldado ainda foi socorrido e levado para o Posto de Atendimento Médico (PAM) de São João de Meriti, mas não resistiu. A cunhada dele, que também estava no salão, foi atingida na perna.

Sargento PM Marcelo Moraes, 46 anos

Sargento PM Marcelo Moraes, 46 anos

Sexta-feira, dia 2 de outubro (manhã)

Lotados no 16BPM, o sargento Marcelo Moraes, 46 anos, e o cabo Antônio Carlos Dias Leite foram baleados durante tentativa de assalto, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. O sargento, que era subcomandante do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do batalhão de Olaria, não resistiu e morreu ainda no local. Os dois seguiam de moto para um curso do Comando de Operações Especiais (COE) quando foram abordados pelos criminosos.

O cabo D. Leite foi salvo por um funcionário dos Correios que vinha em outra moto logo atrás e presenciou a cena, o ajudou a se proteger atrás de um carro, pegou sua arma e atirou contra um dos bandidos – que morreu no local. Após socorrê-lo e levá-lo até o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, ele retornou e se apresentou aos policiais da Divisão de Homicídios (DH), auxiliando no trabalho da perícia.

Sexta-feira, dia 2 de outubro (noite)

Lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vila Cruzeiro, os soldados Batista e R. Silva foram baleados durante ataque no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. Atingido nas costas, o soldado Batista foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. O tiro perfurou o tórax, ombro e pelve. Baleado de raspão na costela, o soldado R. Silva também recebeu atendimento médico na mesma unidade de saúde.

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Imagem de Amostra do You Tube

A Polícia está tentando identificar quem é o homem que participa de um show realizado pelo grupo de pagode Pique Novo no Morro do Urubu, em Pilares, na Zona Norte do Rio, e efetua disparos em cima do palco. O evento teria sido patrocinado por criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA) e teria ocorrido no último domingo, dia 6 de dezembro.

Enquanto o grupo canta a música “Pelúcia”, o homem – de boné, chinelos e camiseta brancos e bermuda jeans – que segura um urso de pelúcia saca uma pistola com kit rajada e atira para o alto. A ação assustou o vocalista, Liomar, que chegou a descer do palco.

Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações policiais pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido. A assessoria de imprensa do grupo Pique Novo foi procurada mas, até o fechamento desta reportagem, não enviou resposta.

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Três meses após a prisão de Leonardo Braga da Silva, o Léo Capoeira, 29 anos, seu substituto também foi retirado das ruas por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Identificado como Marcos Pereira dos Santos, o Marquinhos, 30, ele foi surpreendido pelos agentes no momento em que assaltava a agência do banco Itaú localizada na Rua Salvatori, no bairro Rocha, em São Gonçalo, na tarde desta quarta-feira, dia 15 de abril. No total, oito criminosos foram presos.

Morador do Jardim Catarina, ele tem sete passagens pela Polícia. Outros quatro comparsas também moram no mesmo bairro. Eles foram identificados como Cássio Martins da Silva, o Careca, 41; Daniel Davi Jerônimo da Silva, o Bigode, 34; Sérgio Lucas da Silva Oliveira, o Serginho, 28; e Jean Carlos do Nascimento Júnior, 23. Os outros três presos são Rafael Griffth, o Docinho, 33; Danilo Ramos Feitosa, o Grande, 26; e Válber de Carvalho Nideck, o Dente ou Moreno, 39 – este último possui 16 passagens, por crimes que vão de receptação a assalto à mão armada passando por tráfico de drogas e homicídio.

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“Só um dos acusados não tem passagem. Todos os outros já foram presos diversas vezes por crimes variados”, ressaltou o delegado Márcio Braga, titular da especializada e responsável pelas investigações que duraram quatro meses e desarticularam a quadrilha apontada como responsável pelos assaltos a instituições financeiras no Estado do Rio.

Na delegacia, Marquinhos contou aos policiais que havia sido alertado de que acabaria preso pela DRF. O aviso foi dado por Léo Capoeira – apontado pela Polícia como um dos maiores ladrões de banco do Estado do Rio, que foi preso em Niterói, em janeiro deste ano.

Na ação, os agentes apreenderam oito armas e recuperaram R$ 34 mil.

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“Fogo amigo” matou PM na Baixada Fluminense

Posted: 10th março 2015 by Roberta Trindade in Sem categoria
Cabo PM Adson Nunes da Silva

Cabo PM Adson Nunes da Silva

O cabo Adson Nunes da Silva – morto no último sábado, dia 7 de março – foi vítima de um disparo acidental. O incidente teria ocorrido enquanto ele participaria de uma sessão de tortura contra três jovens acusados de envolvimento com o tráfico de drogas em Mesquita, na Baixada Fluminense. Essa é a principal linha de investigação de agentes da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que apuram o envolvimento do PM em uma milícia que atua na área. Momentos antes da morte do policial, o grupo paramilitar invadiu um morro na região central do município e agrediram dois jovens, que foram baleados na perna e sobreviveram.

Um terceiro, identificado como Caio, foi levado. O desaparecimento chegou a ser registrado na 53 DP (Mesquita), mas o corpo do jovem foi encontrado ainda no sábado. Os dois sobreviventes contaram em depoimento na especializada que a arma de um dos criminosos disparou acidentalmente enquanto ele dava coronhadas na dupla, atingindo a cabeça do PM – que era lotado na Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (CI/PMERJ). Eles apontaram Adson como um dos envolvidos na sessão de tortura.

O policial foi levado por seus comparsas até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Edson Passos. Eles deixaram o corpo dentro do carro em frente ao estabelecimento e fugiram. Policiais da DHBF agora tentam identificar os outros homens envolvidos no assassinato de Caio e nas tentativas de homicídio contra os dois jovens.

Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações policiais pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.




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festa

Para comemorar a retomada dos morros Jorge Turco, em Rocha Miranda, e Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, 32 anos, promoveu uma festa no Morro da Pedreira, em Costa Barros, também na Zona Norte.

A comemoração – que começou na noite deste sábado, dia 24 de janeiro, e rolou até a manhã deste domingo, dia 25 – teve 500 caixas de litrão e churrasco liberado.

No panfleto anunciando o evento, o aviso: “Apoio Morro da Pedreira / QTD / LG”, em alusão aos três morros do Complexo da Pedreira, e a figura do coelho da revista Playboy – em alusão ao vulgo de Celso.

Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, 32 anos

Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, 32 anos

Principal líder da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) em liberdade, Playboy – que já foi integrante do Terceiro Comando Puro (TCP) – tentava reassumir o controle das bocas-de-fumo do Juramento e do Jorge Turco desde que rivais do Comando Vermelho (CV) invadiram as duas áreas.

Chefe do tráfico no Complexo da Pedreira – composto pelos morros Pedreira, Quitanda e Lagartixa -, Playboy foi preso pela primeira vez em março de 2002 e saiu em outubro do ano seguinte. Em dezembro de 2005 ele voltou para a cadeia.

Condenado a 15 anos e 8 meses inicialmente em regime fechado, em maio de 2009 ele conquistou o benefício de cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto – podendo sair do Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, para trabalhar durante o dia e tendo que voltar à noite. Três meses depois, saiu e não voltou.

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Atualmente, o Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 50 mil a quem der informações que auxiliem a Polícia na sua localização e prisão.




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