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Um policial para cada 1.518 habitantes. Esta é a realidade do município de São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro. Apesar de possuir mais de 1 milhão de habitantes distribuídos por 92 bairros, sendo a segunda cidade mais populosa do Estado e a 16ª do país, tem um batalhão – o 7º BPM (São Gonçalo) – com um efetivo de apenas 679 PMs e cerca de 45 viaturas para realizar o patrulhamento em uma área de mais de 251 quilômetros quadrados.

Enquanto isso, o 23º BPM (Leblon) – responsável pelo policiamento ostensivo e patrulhamento de seis bairros localizados na Zona Sul do Rio – tem um efetivo de 916 policiais. Como os bairros sob sua responsabilidade – Gávea, Jardim Botânico, Leblon, Lagoa, Ipanema e São Conrado (incluindo as favelas da Rocinha e do Vidigal, que possuem bases da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), com policiamento exclusivo) – possuem população de 374 mil pessoas, a proporção é de um PM para cada 243 moradores.

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“Um município com mais de um milhão de habitantes possui um batalhão com menos policiais que um batalhão da Zona Sul do Rio que atende a apenas seis bairros. É como usar um cobertor curto no frio: a gente puxa pra cobrir a cabeça e descobre os pés. Puxa pra cobrir os pés, descobre a cabeça. Fazemos milagre com o recurso que o Estado nos oferece: poucos homens e poucas viaturas para uma cidade deste tamanho”, desabafa um soldado lotado no 7º BPM que prefere manter o anonimato com medo de represálias.

O reforço para o efetivo do batalhão gonçalense já foi solicitado tanto ao secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, como para o governador Sérgio Cabral Filho e a seu vice, Luiz Fernando Pezão, por diversas vezes pelo prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim. A primeira promessa era de que o aumento do número de PMs do 7º BPM ocorresse após a final da Copa do Mundo. Depois, a previsão mudou para o final do ano.

Durante a troca de comando do 7º BPM, quando o tenente-coronel Carlos Eduardo Sarmento da Costa foi substituído pelo coronel Fernando Salema Garção Ribeiro, no último dia 30 de julho, o coronel Wolney Dias, comandante do 4º Comando de Policiamento de Área (4º CPA) – unidade a que estão subordinados os batalhões de São Gonçalo, Niterói, Cabo Frio e Itaboraí (7º BPM, 12º BPM, 25º BPM e 35º BPM, respectivamente) – garantiu que o 7º BPM receberia reforço de 250 homens e um total de 70 viaturas para o policiamento ostensivo.

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“Com uma população superior a 1 milhão de habitantes, é imprescindível o aumento do contingente. Esperamos que a Secretaria de Segurança cumpra a promessa, para que o comando do batalhão possa ter uma estrutura melhor para conseguir trabalhar e diminuir a velocidade da violência em nosso município”, declarou Neilton Mulin, que marcou presença na solenidade em que o tenente-coronel Carlos Eduardo Sarmento da Costa foi substituído pelo coronel Fernando Salema Garção Ribeiro à frente do batalhão gonçalense.



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Imagem de Amostra do You Tube

O Desafio do Gelo – “The Ice Buckett Challenge” – chegou à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Com o objetivo de levantar fundos para pesquisas relativas à Esclerose Lateral Amiotrófica e conscientizar as pessoas sobre a doença, o desafio consiste em jogar um balde de água com gelo na cabeça. Quem aceita a missão deve desafiar outras três pessoas. Quem não aceita faz uma doação em dinheiro. O coronel Ruy Sérgio França de Oliveira, comandante do 25º BPM (Cabo Frio), entrou na brincadeira.

“A ideia, além da mobilização, é poder conscientizar a todos diante de um assunto de extrema relevância e sobretudo que possamos de alguma forma ajudar as pessoas e entidades que cuidam do problema”, afirmou o oficial, que desafiou três empresários niteroienses que são seus amigos pessoais.

Coronel PM Ruy França

Coronel PM Ruy França

Também conhecida como Doença de Lou Gehrig, a ELA (ALS, em inglês) é um tipo de esclerose neurodegenerativa e progressiva que afeta as células nervosas do cérebro e da medula espinhal. As pessoas que têm coragem de tomar o banho gelado também podem contribuir. O dinheiro arrecadado pela ALS Association é usado para garantir apoio a portadores da doença e suas famílias e sustentar um programa global de pesquisa focado na descoberta de novos tratamentos.

Com a divulgação do Desafio do Gelo, a fundação arrecadou US$ 15,6 milhões de doações, entre 29 de julho a 18 de agosto. No mesmo período do ano passado, o valor arrecadado foi de US$ 1,8 milhão – quinze vezes menos.

Para doar à Fundação ALS -> clique AQUI

As doações também podem ser feitas diretamente à Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (AbrELA):

Banco Santander

agência 3919

conta corrente 130001906

CNPJ 02.998.423/0001-78

Mais informações: (11) 5579-2668

Site: http://www.abrela.org.br

E-mail: abrela@abrela.org.br






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Identificando-se como Wallace Souza Souza, o Preto Du Terra, e se dizendo ser do Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, um homem que faz apologia à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) se exibe publicamente em um perfil criado no Facebook postando fotos em que empunha fuzis e até mesmo um vídeo em que efetua disparos em direção ao Morro do Chapadão – localizado em frente e controlado pela facção rival Comando Vermelho (CV).

Nesta sexta-feira, dia 1º de agosto, Preto Du Terra publicou duas fotos com a legenda “Pique de costa barro” (sic): uma mostra cigarros de maconha dentro de uma embalagem de balas Halls e outra traz uma mensagem aos considerados “X-9″ – como são chamadas as pessoas flagradas denunciando os criminosos: duas pistolas em cima de um desenho de um boneco assassino arrancando a cabeça de um delator.

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Em uma das fotos – em que ele aparece com um fuzil no colo e mostrando o rosto ao lado de um comparsa que segura outra arma, mas esconde a cara -, duas amigas dizem ter desistindo das tentativas de aconselhá-lo a não se expor. “Falo mais nada. É contigo mesmo”, escreve uma delas.

O perfil dele na rede social é cheio de imagens em que aparecem fuzis, pistolas, garrafas de wisky e criminosos ostentando armas, coletes à prova de balas e fazendo a letra “L” – uma alusão ao traficante Paulo Cesar Silva dos Santos, o Linho (que teria sido assassinado em São Paulo, em 2003, mas cujo corpo nunca foi encontrado).

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Mais FOTOS -> AQUI

VÍDEO -> Bandido atirando a esmo no Complexo da Pedreira




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Trio é preso horas após cometer homicídio em Resende

Posted: 24th julho 2014 by Roberta Trindade in Sem categoria
Wesley Lucas de Aguiar Francisco, o Nem, e Darley Joaquim Gomes Ferreira, o DG, ambos de 18 anos, e um menor de 14 anos

Wesley Lucas de Aguiar Francisco, o Nem, e Darley Joaquim Gomes Ferreira, o DG, ambos de 18 anos, e um menor de 14 anos

Após atirar contra policiais do 37º BPM (Resende) durante fuga logo após balear dois homens, em Resende, Wesley Lucas de Aguiar Francisco, o Nem, e Darley Joaquim Gomes Ferreira, o DG, ambos de 18 anos, acabaram presos e um menor de 14 anos apreendido, na noite desta quarta-feira, dia 23 de julho.

Os PMs realizavam patrulhamento de rotina no bairro Liberdade e passavam pela Rua Ary Parreiras quando ouviram o som de disparos de arma de fogo e se depararam com criminosos fugindo em um Chevette. Ao notar a viatura, os bandidos atiraram contra os policiais, que revidaram a agressão. Os tiros atingiram o parabrisa do veículo, mas nenhum PM ficou ferido.

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Os bandidos foram presos depois que perderam o controle da direção do carro. Com eles, os PMs apreenderam dois revólveres – um calibre 38 e outro 32. Eles contaram à Polícia que pertencem à facção criminosa Comando Vermelho (CV) e possuem envolvimento com o tráfico de drogas no bairro Cidade Alegria. O trio disse, ainda, que estavam vingando a morte de um comparsa, assassinado no último dia 22 de julho por rivais do Terceiro Comando Puro (TCP), que atuam no bairro Liberdade

Conduzidos para a 89ª DP (Resende), eles foram autuados pelo delegado Marcelo Domingues por homicídio duplamente qualificado, homicídio tentado duas vezes (um contra o baleado e outra contra os PMs), porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e formação de quadrilha. Os dois maiores também foram autuados por corrupção de menores.

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Cristiano dos Santos Soares, 27 anos, e Guilherme Alves da Silva, 22 anos

Cristiano dos Santos Soares, 27 anos, e Guilherme Alves da Silva, 22 anos

Reconhecidos por duas vítimas de assaltos ocorridos no Jardim Botânico e nas Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, os mototaxistas Cristiano dos Santos Soares, 27 anos, e Guilherme Alves da Silva, 22, tiveram contra si mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça e cumpridos por agentes da 10ª DP (Botafogo), na noite desta segunda-feira, dia 7 de julho.

Moradores da Favela Vila do João, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte, os dois foram conduzidos à delegacia por policiais do 2º BPM (Botafogo) que desconfiaram da atitude da dupla, que estava parada em uma moto preta próximo a uma agência bancária em Laranjeiras. Durante revista realizada na distrital, descobriu-se que havia uma pulseira, um par de brincos, dois anéis e um pen drive, além de outros objetos, na mochila que eles carregavam.

Através de trabalho do Setor de Inteligência da 10ª DP, policiais localizaram duas vítimas de roubos que realizaram o registro na delegacia e descreveram os criminosos com características semelhantes aos da dupla. Elas foram até a unidade e reconheceram, além dos pertences, os assaltantes e a moto utilizada por eles – uma moto Honda XRE preta.

Um dos casos ocorreu no dia 24 de junho, quando uma mulher foi abordada ao sair do trabalho, na Rua Marquês de Sabará, no Jardim Botânico. Armados, os dois homens arrancaram sua mochila, levando carteira com documentos e cartões bancários, além de anéis, pulseira e brincos.
Três dias depois, a vítima foi uma mulher abordada na Rua Coelho Neto em Laranjeiras. Dessa vez, eles roubaram o telefone celular, bolsa e um pen drive com diversos arquivos e fotos.

Após serem reconhecidos na delegacia, os dois confessaram em depoimento terem praticados os referidos roubos.

“No mesmo dia fomos ao plantão judicial onde representei pela prisão cautelar dos envolvidos. Esperamos com a divulgação dessa prisão que outras vítimas desses marginais compareçam à delegacia para procederem o reconhecimento pessoal”, disse o delegado Aloysio Falcão.



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caso sargento

Após pouco mais de um mês de investigações, a Polícia identificou e prendeu quatro acusados de envolvimento na morte de um policial militar: um atirador, a companheira, o amante e a mãe dela. Lotado no 40º BPM (Campo Grande), o sargento Marco Aurélio da Silva do Nascimento, 42 anos, foi baleado enquanto dormia, dentro de sua casa, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, no dia 26 de maio. Ele chegou a ficar trinta dias internado, mas não resistiu.

Sargento PM Marco Aurélio da Silva do Nascimento, 42 anos

Sargento PM Marco Aurélio da Silva do Nascimento, 42 anos

As prisões foram efetuadas na manhã desta quarta-feira, dia 2 de julho, em ação conjunta entre policiais do 40º BPM e da 43ª DP (Guaratiba). Dois dos acusados confessaram envolvimento no crime: a companheira do PM, Maria Helena Leal Goulart, e Adjan Andrade José dos Santos, ambos de 20 anos. Ele já tem passagem por receptação.

Sargento PM Marco Aurélio da Silva do Nascimento, 42 anos, e Maria Helena Leal Goulart, 20 anos

Sargento PM Marco Aurélio da Silva do Nascimento, 42 anos, e Maria Helena Leal Goulart, 20 anos

”Ele confessou ter efetuado o disparo contra o sargento após a promessa de receber R$ 1.200 e mais duas armas que pertenciam ao policial”, revelou o tenente-coronel Ronaldo Martins Gomes da Silva, comandante do 40º BPM, destacando que o revólver roubado do sargento Nascimento foi encontrado com ele, já com a numeração raspada, e que ele alegou ter vendido a pistola para traficantes da Favela de Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

quarteto

Fabricio Almeida Teixeira, 28 anos, Adjan Andrade José dos Santos, 20 anos, Maria Helena Leal, 20 anos, e Shirlei Leal do Nascimento, 54 anos

O amante da companheira do PM, o comerciante Fabrício Almeida Teixeira, 28, e a mãe dela, Shirlei Leal do Nascimento, 54, negaram participação e se reservaram ao direito de falar somente em Juízo.

Os quatro foram presos em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela 3ª Vara Criminal. A companheira do policial, que tem com ele um filho de 5 anos de idade, alegou que era espancada e por isso cometeu o crime. No entanto, as investigações apontam que ela não tinha interesse em se separar do PM e assumir o relacionamento com o amante para não ter prejuízos financeiros: com a morte do sargento, ela ficaria com um imóvel, um comércio e um seguro de vida no valor de R$ 100 mil.

mensagens

Em mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp, a mulher dizia a seu amante que o filho estava no colo do pai e não queria sair, sendo orientada a tirar a criança do local. Ao dizer, em depoimento, que no horário do suposto crime ela estava dormindo em um quarto separado ao do companheiro e que não tinha ouvido o barulho do tiro, ela começou a despertar a desconfiança da Polícia.



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Junho: em 29 dias, 23 policiais baleados no Estado do Rio

Posted: 30th junho 2014 by Roberta Trindade in Sem categoria

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Em 29 dias, o mês de junho já contabiliza 23 policiais baleados no Estado do Rio de Janeiro. Destes, 14 – mais da metade – estavam de serviço e 7 morreram. Os casos mais recentes foram registrados em comunidades pacificadas: no Morro do São João, no Engenho Novo, e na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, na Penha, ambos na Zona Norte.

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília, o soldado Alves foi baleado durante ataque de criminosos da facção Comando Vermelho (CV) quando trafegava pela localidade conhecida como Praça do Terço, neste domingo dia 29 de junho. Motorista da Supervisão, ele foi socorrido pelos colegas de farda e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Horas antes, o soldado Frias, da UPP do Lins, foi baleado enquanto trabalhava no apoio ao policiamento no Morro São João. Ele também foi vítima de traficantes do CV.

Já na madrugada do sábado, dia 28, soldado Filipe do Nascimento, 30 anos, lotado no 22º BPM (Benfica), morreu no Hospital Estadual Albert Schweitzer, para onde foi levado após ser baleado na porta de casa, na Rua Limites, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O porteiro do edifício onde o PM morava contou que ele foi chamado no portão por um homem em uma moto, por volta de 1h. Após uma discussão, o motoqueiro efetuou disparos contra o soldado e fugiu. Após o crime, o sargento Júlio Cézar Marques, da UPP Batan, se apresentou à unidade em que servia e foi conduzido à Divisão de Homicídios (DH), onde prestou depoimento.

Soldado PM Filipe Nascimento, 30 anos

Soldado PM Filipe Nascimento, 30 anos

Na véspera, mais dois policiais vitimados: lotado no Batalhão de Ações com Cães (BAC), o sargento Josué Jophilis, 39 anos, foi baleado durante tentativa de assalto em Irajá, na Zona Norte, na madrugada de sexta-feira, dia 26. Ele passava de automóvel pela Rua Guirareia quando criminosos tentaram levar o veículo. Eles o identificaram como policial e efetuaram diversos disparos. Atingido nas mãos e na perna, o PM perdeu um dos dedos. A esposa dele também foi baleada e ficou com uma bala alojada no pulmão. Mesmo ferido, o sargento ainda conseguiu continuar dirigindo o carro até o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

À tarde, O sargento reformado Alexandre Santos de Oliveira, 47 anos, morreu após ser baleado durante assalto, em Mesquita, na Baixada Fluminense. O PM – que se reformou por invalidez após perder a visão de um dos olhos em um outro assalto – chegou a ser socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Doutor Mário Bento, mas não resistiu. O policial estava em seu carro na Rua Visconde do Rio Branco, no bairro Jacutinga, e quando notou a aproximação dos assaltantes tentou esconder sua pistola, jogando-a no chão do veículo. No entanto, os bandidos viram e atiraram no sargento com sua própria arma.

Sargento PM reformado Alexandre Santos de Oliveira, 47 anos

Sargento PM reformado Alexandre Santos de Oliveira, 47 anos

Na quinta-feira, dia 25 de junho, dois PMs baleados e um morto: lotados no 20º BPM (Mesquita), o sargento Uitacy Soares e o soldado Teixeira foram baleados em Japeri, na Baixada Fluminense. Eles estavam em um posto de combustíveis quando uma dupla armada tentou levar a moto deles. Eles tentaram reagir e acabaram sendo feridos. Os bandidos fugiram sem levar nada.

Pouco depois, o soldado Dayvid Lopes Athanázio, 23 anos, lotado no Grupamento Tático Móvel (GTM) do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), morreu após sofrer emboscada na porta de sua casa, no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo. O PM chegava em casa, na Avenida Padre Vieira – entre as ruas 29 e 80 -, no Catarina Novo, quando foi surpreendido pelos traficantes do local. Há pouco mais de dois anos na corporação, o soldado sequer teve tempo de reagir. Os bandidos fugiram levando a arma dele. O policial ainda foi socorrido por um tio e levado para o Hospital Estadual Alberto Torres – mais conhecido como Hospital Geral de São Gonçalo -, no Colubandê, mas não resistiu.

Soldado PM Dayvid Lopes Athanázio, 23 anos

Soldado PM Dayvid Lopes Athanázio, 23 anos

No último dia 23 de junho, um sargento que não teve o nome divulgado foi baleado no Complexo do Alemão. Lotado na UPP do Alemão, ele realizava patrulhamento pela Rua Joaquim de Queiroz quando, na altura da localidade conhecida como Areal, a guarnição da qual ele fazia parte foi atacada a tiros. Os policiais revidaram e dois suspeitos foram atingidos. Socorridos pelos próprios policiais, foram levados para o Getúlio Vargas. Com os baleados, os PMs apreenderam um revólver calibre 45 com a numeração raspada, um carregador de pistola calibre 9 milímetros e um rádio transmissor.

Na véspera, outro dia de tensão no Complexo do Alemão: lotado na UPP da Fazendinha, o soldado Fábio Gomes da Silva, 30 anos, foi baleado durante ataque de criminosos que ainda controlam o tráfico de drogas no Complexo do Alemão. Os policiais desciam uma escadaria pela Rua Desabamento e passavam pelo Beco do Dimas, a caminho do Campo do Sargento, quando foram surpreendidos pelos bandidos. Atingido no rosto, o soldado F Gomes foi socorrido pelos próprios colegas de farda e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu.

Já no dia 21 de junho, os sargentos Marcelo Ferreira Neves e Edgar Antunes Leite, lotados no 25º BPM (Cabo Frio) e cedidos à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), foram baleados durante troca de tiros no interior do sítio do deputado estadual Paulo Melo, em Rio Bonito. Os dois PMs trabalham na segurança do deputado, que é presidente da Alerj. Atingidos na perna e nas nádegas, respectivamente, o sargento Marcelo e o sargento Edgar foram socorridos e levados para o Hospital Darcy Vargas, sendo posteriormente transferidos para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio.

Também no sábado, dia 21 de junho, o sargento Victor Gomes Vidal – Lotado no Grupamento Tático Móvel (GTM) do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e adido ao Tribunal de Justiça (TJ) – morreu após ser baleado ao reagir a uma tentativa de assalto, na Rua Fausto Cardoso, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio.

Sargento PM Victor Gomes Vidal

Sargento PM Victor Gomes Vidal

No dia 18, dois casos: o soldado Guimarães, do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), foi baleado na perna ao efetuar um disparo acidental, no interior do batalhão, na Zona Oeste do Rio. Socorrido, ele foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

Já o soldado Rafael Souza, da UPP Fallet, foi baleado no braço durante confronto com criminosos que continuam controlando o tráfico de drogas no Morro do Fallet, em Santa Teresa, na região central do Rio. Os PMs realizavam patrulhamento de rotina na localidade conhecida como Couro Come quando foram surpreendidos por traficantes que ao notarem a aproximação dos policiais efetuaram diversos disparos contra eles. Atingido no braço esquerdo, o soldado foi socorrido pelos próprios colegas e levado para o HCPM.

No dia 15 de junho, o soldado André Rodrigues, 30 anos, lotado no 2º BPM (Botafogo), morreu após ser baleado em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O PM, que estava de folga, foi surpreendido pelo criminoso no bairro Lote XV.

Soldado PM André Rodrigues, 30 anos

Soldado PM André Rodrigues, 30 anos

Na véspera, o soldado Leandro Ramalho, da UPP Rocinha, foi baleado durante ataque de criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA) que continuam controlando o tráfico de drogas na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. Os bandidos aproveitaram o horário de troca de turno para fazer uma emboscada contra o microônibus da corporação que fazia o deslocamento do efetivo. O veículo passava pela localidade conhecida como Vila Verde quando foi surpreendido por dezenas de traficantes armados. Os bandidos efetuaram diversos disparos contra os PMs, que revidaram. No confronto, o soldado foi atingido nas costas. Socorrido pelos próprios colegas, ele foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon.

Na primeira sexta-feira do mês, dia 6 de junho, mais um caso no Complexo do Alemão: lotado na UPP Alemão, um soldado que não teve o nome e idade divulgados foi baleado durante confronto com criminosos do CV. Os PMs realizavam patrulhamento de rotina na localidade conhecida como Areal quando foram surpreendidos pelos traficantes. Atingido no braço, o PM foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão, onde recebeu os primeiros socorros, sendo posteriormente transferido para o Hospital Getúlio Vargas.

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No dia 2, cinco policiais baleados em um intervalo de menos de 24 horas. Lotado no 20º BPM, o sargento Fábio Gregório Antero da Silva foi baleado durante ocorrência para verificar denúncia de assalto em uma residência no bairro Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O PM e colegas de fardas, que trabalham no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do bairro, se dirigiram à Rua Ramos de Castro e acabaram surpreendidos pelos assaltantes, que estavam fortemente armados na casa de um comerciante de 62 anos.

Os bandidos efetuaram diversos disparos contra os policiais, que revidaram. Morador do local, o sargento Robson Vaz Loiola – lotado no Serviço de Inteligência (P-2) do 39º BPM (Belford Roxo) e que estava de folga – ouviu o barulho dos tiros e ao sair de sua residência para auxiliar os outros PMs, acabou atingido no pescoço. Ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, na Posse, mas não resistiu. Quatro dos criminosos também morreram.

Sargento PM Robson Vaz Loiola

Sargento PM Robson Vaz Loiola

Quase que simultaneamente, mas na Zona Oeste do Rio, o policial civil Carlos Anderson Basílio, lotado na 41ª DP (Tanque), foi baleado no joelho durante confronto com traficantes da facção criminosa Comando Vermelho que estão controlando as bocas-de-fumo no Morro do Banco, no Itanhangá. O inspetor fazia parte do reforço a operação da 16ª DP (Barra da Tijuca) para resgatar o corpo de Joel José Luis Júnior, que teria sido morto depois de entrar na comunidade para tentar recuperar sua moto que havia sido roubada. Além de equipes de outras delegacias, agentes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) também davam apoio à ação. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

Horas depois, os soldados Otávio Augusto Nogivo Ribeiro Ferro e Thiago Santos Fernandes da Silva, lotados na UPP Alemão, foram baleados durante confronto com criminosos do CV. Enquanto o soldado Ferro foi atingido no joelho esquerdo, o soldado Fernandes foi baleado na panturrilha e sofreu fratura da tíbia. A troca de tiros ocorreu na localidade conhecida como Largo do Bulufa, na Favela da Grota. Os PMs foram socorridos e levados para a Policlínica Rodolpho Rocco – ex-Posto de Atendimento Médico (PAM) de Del Castilho.

Estatística completa -> AQUI



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PM é executando na porta de casa em São Gonçalo

Posted: 27th junho 2014 by Roberta Trindade in Sem categoria
Soldado PM Dayvid Lopes Athanázio, 23 anos

Soldado PM Dayvid Lopes Athanázio, 23 anos

Lotado no Grupamento Tático Móvel (GTM) do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), o soldado Dayvid Lopes Athanázio, 23 anos, morreu após sofrer emboscada na porta de sua casa, no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo, na noite desta quinta-feira, dia 26 de junho. O PM chegava em casa, na Avenida Padre Vieira – entre as ruas 29 e 80 -, no Catarina Novo, quando foi surpreendido pelos traficantes do local.

Há pouco mais de dois anos na corporação, o soldado sequer teve tempo de reagir. Os bandidos fugiram levando a arma dele. O policial ainda foi socorrido por um tio e levado para o Hospital Estadual Alberto Torres – mais conhecido como Hospital Geral de São Gonçalo -, no Colubandê, mas não resistiu. Ele estava há dois meses no GTM, após trabalhar na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, e completaria três anos na corporação.

Soldado PM Dayvid Lopes Athanázio, 23 anos

Soldado PM Dayvid Lopes Athanázio, 23 anos

Apontado pela Polícia como integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e chefe do tráfico na região, Schumaker Antonácio do Rosário, o Schumacher, 30 anos, tem ameaçado matar todos os policiais que moram no local. Horas antes da execução do soldado Athanázio, um grupo de criminosos chegou a cercar a residência de um subtenente lotado no 7º BPM (São Gonçalo) que mora na localidade conhecida como Ipuca.

O PM conseguiu ligar para o batalhão e pedir auxílio. Várias viaturas foram deslocadas com brevidade para o endereço e conseguiram chegar a tempo de resgatar o policial. Os traficantes fugiram.

Schumaker Antonácio do Rosário, o Schumacher, 30 anos

Schumaker Antonácio do Rosário, o Schumacher, 30 anos

Condenado a mais de 29 anos de cadeia por homicídio e assalto a mão armada, Schumacher foi preso em agosto de 2003. Em outubro de 2013 ele recebeu o benefício de cumprir o restante de sua pena no regime semi-aberto e não voltou para a prisão. O grupo dele, intitulado “Bonde do Schumacher”, é acusado não somente de tráfico de drogas, mas também de cometer assaltos e diversos homicídios na região.

Qualquer informação que auxilie a Polícia na localização e prisão do bandido e seus comparsas pode ser repassada para o Disque-Denúncia através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

Em seis meses, 139 policiais já foram baleados no Estado do Rio. Destes, 36 morreram. Do total, 4 eram policiais civis – sendo 1 aposentado – e 135 eram PMs – sendo que 5 eram reformados, 1 era recruta e 1 era oficial. Do total de policiais na ativa, 46 estavam de folga e 87 estavam de serviço.

Estatística completa AQUI






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Um casal foi executado, no início da manhã deste sábado, dia 14 de junho, na Favela Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Identificados como André Henrique da Silva Souza, o Zoio, 31 anos, e Juliana Salles de Oliveira, 27, eles foram surpreendidos pelos ocupantes de um Doblô branco no momento em que se preparavam para sair de carro.

Os dois estavam no Honda Civic prata placa LRB 2646 na Rua Capori – atrás da Clínica da Família Padre José de Azevedo Tiúba e ao lado da Unidade Educacional Gomes da Rocha – quando os criminosos passaram efetuando dezenas de disparos de grosso calibre.

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Policiais da Divisão de Homicídios (DH) estiveram no local e arrecadaram imagens gravadas por câmeras de segurança de estabelecimentos existentes próximos ao local do crime.

De acordo com a Polícia, Zoio já foi preso, em agosto de 2009, acusado de envolvimento com uma milícia Liga da Justiça, de Campo Grande, também na Zona Oeste. Os policiais da DH apuram a informação de que o crime foi motivado por uma disputa interna entre milicianos que atuam na região.

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Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações e ajude a identificar e localizar os autores pelo crime pode ligar para o Disque-Denúncia através do número 2253-177. Não é preciso se identificar.

Outras fotos (IMAGENS FORTES)






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Um oficial do Batalhão de Campanha, que funciona no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), foi acusado de agredir uma praça. A agressão teria ocorrido na última quarta-feira, dia 4 de junho, durante um treino.

Lotada na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Santa Marta, a soldado Thaís Hora é uma das policiais cedidas ao batalhão – formado por oficiais e praças da corporação que tiveram as férias canceladas para receberem treinamento para atuar na Copa do Mundo.

Ela estava dispensada do treino por ter se machucado no serviço anterior e observava o treinamento sentada quando, segundo os PMs que estavam presentes no local, o major Gilmar Tramontini – subcomandante do Batalhão de Campanha – lançou contra ela uma tonfa – uma espécie de cassetete com manete na lateral.

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“O major a viu sentada e achou que ela estava acochambrando, se escondendo. Ele estava a cerca de oito metros de distância dela e tacou a tonfa. Só depois se aproximou e perguntou o motivo dela não estar fazendo o treinamento. Quando ela respondeu que estava dispensada, ele simplesmente virou as costas”, contou um dos policiais que presenciaram a cena.

A atitude causou indignação no efetivo de cerca de 300 homens e mulheres, que a incentivavam a registrar queixa de lesão corporal. Um tumulto começou a se formar e a tropa foi dispensada antes do horário previsto. A soldado foi levada para a administração, onde recebeu gelo para colocar no hematoma.

A Polícia Militar informou que o Batalhão de Campanha abriu um procedimento apuratório para analisar as circunstâncias do fato e que o major foi afastado do cargo e movido para a Diretoria Geral de Pessoal (DGP) – a “geladeira” da corporação.

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Os policiais cedidos à unidade também fizeram outras denúncias, como a falta de estrutura do local – que não possui alojamento com camas – e o descaso com o transporte dos mesmos. Agentes que moram no interior e são lotados em batalhões como o 28º BPM (Volta Redonda) estão tendo que pagar pela própria condução, mesmo com o artigo 31 da Lei 279 de 26 de novembro de 1979, que diz que o policial tem direito à ajuda de custo para transporte quando em serviço distante da sua unidade de origem.

Somente de Volta Redonda há 58 PMs. Cada um deles vai desembolsar R$ 500 por mês, caso não sejam escalados para trabalhar na segunda folga.

“O ônibus tem 46 vagas sentadas e temos que fazer um rodízio para que ninguém seja obrigado a fazer a viagem toda em pé. Fazer esse deslocamento por conta própria é inviável e muito cansativo e acabamos tendo que alugar um ônibus de uma empresa, que cobra R$ 1.300 por viagem”, contou um dos policiais.



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